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Re-União 2017

O xadrez político de Trump

April 9, 2017

Trump durante toda a sua campanha reprovou a intervenção armada americana no exterior criticando a opositora Clinton e o presidente Obama como intervencionistas. Agora passou a dizer que sentiu-se obrigado a intervir na Síria devido a morte de tantas pessoas, até de bebês, por agentes químicos. Uma morte que segundo enfatizou ninguém merece. Pelas leis americanas seria obrigado a pedir permissão ao Congresso para começar esta guerra, mas não o fez, o que causa perigosos precedentes. 

Segundo alguns, terá a aprovação da maioria e aumentará o seu prestígio no país por atacar a Síria. Bashar Assad, o ditador sírio, era tolerado porque considerado um ponto de equilíbrio que evitava o pior, o domínio do país pelo Estado Islâmico.

Agora o "xadrez" da política entrou numa fase imprevisível: Alguns acham que quanto mais intervenções ocorrerem, mais aumentará o número de terroristas. Pessoas que tiveram lares e famílias destruídos, ou mesmo islamitas mais pacíficos, poderiam vir a ser os "novos terroristas" por causa das mortes ocorridas.Outros, que não se deve tolerar guerras químicas e que estas devem sofrer as piores sanções. 

Não parece duvidoso que os russos e iranianos que apoiam Assad tentarão um novo acordo para a região, segundo o qual o ditador caiará, mas em seu lugar entre outro que lhes "obedeça" e sirva do mesmo modo.

Trump está pouco ligando ao que pensam os seus "adversários" e só procura conseguir o apoio da China, que vem a ser o novo "pêndulo da balança". Os chineses condenaram, e sp o fizeram, o uso de armas químicas. Parece certo que apoiarão Trump. 

Quanto à ONU que abomina ataques sem a sua permissão, esta abaixou a cabeça. A organização já foi verbalmente desprezada por Trump que não levará em conta qualquer opinião que profira sobre o recente ataque militar. Sua segurança baseia-se no fato de que até mesmo a presidente alemã Merkel apoiou a sua reação militar, e todas as nações européias, de modo geral.

O futuro da Síria é totalmente incerto e uma ação militar em grande escala não será aprovada, principalmente pelos salafitas. A melhor solução parece ser a divisão da Síria em duas partes, onde cada grupo religioso teria autonomia. Seria contudo esta solução viável?

Pessoas pouco crédulas acusam toda a guerra de ser uma " montagem", uma farsa proveito da industria armamentista: até os russos teriam sido avisados por Trump de que atacaria a base síria e teriam retirado antes do bombardeio os seus homens e tanques... 

Trump agora brada para quem desejar ouvir que não mais aceitará a presença de Assad no poder. O que favorece a previsão de que esta guerra sangrenta, de seis anos, onde já morreram por volta de quatrocentas mil pessoas, nunca irá terminar e crianças inocentes continuarão a morrer...

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