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Re-União 2017

Megadelação da Odebrecht pode explicar masoquismo do PSDB

April 16, 2017

Nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014, vencidas por petistas, vimos apenas uma coisa: um partido, o PT, batendo feito um sádico enquanto os tucanos disputavam contra eles, e apanhavam feito masoquistas. Eram 50 tons de surra petista.

 

Assistíamos assustados a disparidade entre o alto nível de rotulagem e desconstrução lançado sobre o PT contra o PSDB e o baixíssimo volume de ataques disparados por tucanos em retorno. 

 

Claro que sempre existiu a tese do "conchavo" entre os partidos, mas isso não explica o PSDB ter entregado de bandeja quatro eleições seguidas ao PT. Se há uma estratégia das tesouras, eles deveriam ter se alternado no poder nessas quatro eleições. Assim, a tese do "conchavo" não explica o masoquismo político do PSDB diante do sadismo petista.

 

Mais do que uma "estratégia das tesouras", a relação entre PT e PSDB ao longo dos últimos 15 anos tem sido uma relação política sadomasoquista, na qual o PT gosta de bater e o PSDB gosta de apanhar. Mas tal nível de masoquismo deveria ser vergonhoso para os tucanos. Será que eles não ficam com vergonha de olhar para seus familiares? Será que não possuem medo de sofrer troça de seus amigos? Assim, algo mais deve explicar tal submissão.

 

Observe que esta análise é feita em cima do tipo de poder mais relevante para o domínio dos outros, que é a conquista da Presidência. A regra evidentemente é quebrada em nível municipal ou estadual.  

 

Não há dúvidas que projetos criminosos de poder não surgem do nada, mas a partir de um comando central. Pouca dúvida há de que o comando central veio do PT. A partir da era Lula, tivemos o maior escândalo de corrupção da história da humanidade.

 

Não era surpresa ver políticos do PMDB e PP envolvidos, pois eles se aliaram ao PT. Não havia o componente sadomasoquista aqui. Mas o PSDB "disputou" as eleições, mas nelas entrou apenas para apanhar em quatro oportunidades. 

 

Se assim o é, falamos de algo extremamente grave: o PSDB teria então entregado o jogo das disputas presidenciais a troco de dinheiro. Todo esse masoquismo político deixaria de ser explicado apenas por uma análise sob a ótica da guerra política e pela "estratégia das tesouras", mas seria traduzido principalmente na entrega do jogo a troco de dinheiro. 

 

Devemos questionar os tucanos mais fortemente sobre isso, pois ao menos a hipótese parece bastante forte. Eles terão que explicar ao povo a razão para terem apanhado calados em quatro campanhas presidenciais. Se o motivo foi a venda da vitória, o PSDB conseguiria a proeza de se tornar um partido tão repulsivo quanto o PT. 

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