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Re-União 2017

Clóvis Rossi tenta vender Palocci, um enganador de tolos, como um tolo enganado

April 23, 2017

Clóvis Rossi é um socialista, por isso tenta um dos discursos mais nojentos e repugnantes possíveis para “quebrar o galho” de Antonio Palocci e dos socialistas.

 

O truque é o mesmo de sempre: fingir que o socialismo, em essência, tem “boas intenções” e daí exonerar o sistema de pensamento delineado por Marx de todas as barbáries cometidas a partir de sua implementação. Se os fraudadores de bilhetes premiados descobrissem o truque, poderiam dizer que “a venda de bilhetes premiados sempre se baseia em boas intenções”. Daria para continuarem a enganar mais gente.

 

Observe o fingimento de Clóvis:

 

O que me intriga no caso Palocci é os motivos que o levaram a envolver-se nos atos que agora se dispõe a dar a público. O que levou um jovem trotskista a, primeiro, aderir ao neoliberalismo e, depois, à lama que está vindo à tona?

 

Clovis é realmente muito cínico! O tal "neoliberalismo" que ele critica é apenas o socialismo puro e simples: obtenção de verba a partir do saqueamento estatal. O que levou o jovem "trotskista" a cair na lama foi unicamente seguir o trotskismo, junto com o leninismo e, em última essência,  marxismo. É o mesmo motivo que leva um fraudador de bilhete premiado a enganar tantos incautos.

 

Tivemos um relacionamento bastante cordial durante seu período como coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 (depois da morte ainda cercada de sombras de Celso Daniel), e depois como ministro da Fazenda.

 

Mas este é um problema teu, Clovis! Ter tido relacionamento "cordial" com Palocci é sinal de que devemos suspeitar de você. Basta mantermos uma distância segura de muitos daqueles que tiveram "relacionamento cordial" com Palocci, a não ser que não tragam boas explicações, como, por exemplo, relações profissionais que não tenham sido contaminadas por corrupção.

 

Com Palocci, uma vez, numa das indefectíveis sessões de pergunta e resposta (pingue-pongue no jargão jornalístico) para o balanço do ano (2004 ou 2005, já não me lembro), tivemos um bate-boca sobre o calote dado pela Argentina na sua dívida.

 

Ué, dar calote é apenas uma forma de continuar saqueando o estado mais e mais. Palocci fez o que se esperava de um trotskista/leninista/marxista. Clóvis, você quer enganar a quem?

 

Pareceu-me, sempre, um médico (sua profissão original) do interior (Ribeirão Preto) transformado em homem público e imbuído da missão de trazer a política de seu partido de toda a vida (o PT) da esquerda para o liberalismo.

 

Outra mentira. O PT sempre foi de extrema-esquerda e aplicou uma mistura de capitalismo de estado com capitalismo de laços como prega o socialismo. Aplicou o socialismo à risca. Palocci cumpriu sua missão com fervor. O problema, para os socialistas, é que eles não censuraram a mídia em tempo, pois assim poderiam saquear ainda mais. 

 

É isso que podemos dizer: Palocci não levou o socialismo até seu objetivo final por não ter conseguido censurar a mídia. Sorte nossa. Azar dele. Palocci está na cadeia. Se estivesse na cúpula do governo venezuelano, estaria morrendo de rir. 

 

Se ele ainda continuasse revolucionário, como todo trotskista deve ser, eu até entenderia: inviabilizada a revolução no Brasil, fica a tentação de enriquecer, quaisquer que sejam os meios empregados. Mas, tendo se convertido à moderação, a ambição de enriquecer poderia ter se moderado igualmente, até porque, como político e consultor, acabaria enriquecendo de qualquer forma, talvez mais lentamente.

 

Não é possível que Clovis acredite no que diz. Não é que a revolução socialista foi "inviabilizada" no Brasil. Ela foi colocada em prática, mas faltou apenas a censura no final para que o Brasil virasse uma Venezuela. Se utilizássemos a mesma lógica adotada por Clóvis, podemos dizer que todos os estupradores que hoje estão presos apenas não fizeram "o estupro revolucionário" (ou seja, aquele que teria "dado certo"), ou os assaltantes trancafiados apenas "não viram o assalto revolucionário dar certo".

 

Quer dizer: basta dizer que o crime de alguém possui uma versão "revolucionária" que vai gerar uma "situação mágica" lá na frente. Mas tudo não passa de truque para esconder um crime.

 

Ao contrário do que dizem as mentiras de Clovis, Palocci enriqueceu ilegalmente porque este é o socialismo revolucionário.

 

Tudo somado, eu gostaria de conversar com ele em Curitiba, não só para saber nomes e operações que ele se dispõe a delatar mas para viajar à cabeça de um homem público transviado.

 

Tudo somado, eu gostaria de conversar com Clovis, não só para saber como ele consegue mentir tanto em nome dos projetos totalitários de poder, mas para viajar à cabeça de um jornalista que toma como arte a prática de esconder os crimes do totalitarismo socialista na prática de tentar implementar novos totalitarismos. Clóvis pode fazer o teatro que quiser mas a realidade é dura: o socialismo de Palocci perdeu e exatamente por isso ele está na cadeia. 

 

A estrutura mental de Clóvis é treinada para dizer que tudo que Palocci fez é uma transgressão ao socialismo revolucionário. Ele não quer que você descubra que Palocci é o socialista mais completo que pode existir. Ele fez quase tudo que se esperava dele: saqueou o estado, se alinhou com megaempresários nos jogos de capitalismo de compadrio e capitalismo de estado, enriqueceu e só não conseguiu censurar a mídia. Caso conseguisse, o país teria virado uma ditadura como na Venezuela.

 

Palocci não é um tolo enganado, mas, por ser um socialista completo, é um enganador de tolos. O texto de Clóvis vai no mesmo caminho. O jornalista é um enganador de tolos, e para isso tenta fingir que Palocci é um tolo enganado. Não podemos cair nem nos truques de Palocci como nos de Clóvis. 

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