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Re-União 2017

O Brasil é bem pior do que "a republica dos Eikes e Marcelos"

April 25, 2017

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato, fez um comentário infeliz a respeito da corrupção brasileira.

 

"O noticiário tende a ser excessivamente reducionista. No início da Lava Jato limitava a corrupção à Petrobrás, o que se mostrou incorreto, como sabíamos desde o começo. Agora falam em uma República Federativa da Odebrecht. Nada mais errado, pois a Odebrecht é apenas uma das empresas que compravam o poder político. Nem mesmo o setor de empreiteiras é o único, essa prática se espalha por todo espectro empresarial, como é revelado por exemplo pela Operação Zelotes.

No fim, o que temos é que quando Marcelo Odebrecht saía por uma porta de um gabinete do poder, por outra entrava outro empresário. Temos então a República Federativa da Corrupção, pois ela se estendia por todos os níveis da federação e era democraticamente distribuída entre Eikes e Marcelos, entre todos que podiam pagar”.

 

A afirmação do procurador não faz sentido.

 

Precisamos ter algo bem claro por aqui. É claro que os corruptos das empresas devem ser presos, mas não são os principais culpados e os mais perigosos.

 

Se há um pagador de propina, sempre existe um recebedor. Naquilo que é investigado pela Lava Jato, o único lado com poder para exigir este recebimento está na empresa estatal.

 

Assim, uma análise sobre a correlação de forças deve notar que se as empresas privadas são culpadas, as empresas estatais monopolistas são culpadas em dobro.

 

Em qualquer caso de pagamento de propina, há dois culpados: o pagador e o recebedor. No caso de uma empresa pública, o recebedor tem um agravante, pois está tirando diretamente o nosso dinheiro e usando seu poder para levar vantagem.

 

Assim, vamos parar com a conversinha de dizer que os culpados são “principalmente os empresários”. Na verdade, eles são de fato culpados e devem ser punidos. Mas os principais culpados não estão nas empresas privadas, mas no Estado.

 

É hora de apontar o dedo na direção certa e exigir um programa radical de privatizações.

 

Pior do que uma "república de Eikes e Marcelos" é uma "república de Renans e Lulas", que se alimenta de empresas estatais, onde está o maior centro da culpa pela corrupção endêmica do Brasil. 

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