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Re-União 2017

Eu vi o que vi?...

May 11, 2017

Liguei a tv para ver o interrogatório do lula. Eu mordia os lábios, impaciente e nervoso. Finalmente o lula se encontrava  sentado na frente de um juiz. Mas o que assisti foi um simples “perguntatório”. Na minha visão,  interrogatório é o que aprendi vendo filmes americanos sobre o funcionamento da Justiça. Que costumam mostrar aquela cena clássica onde o promotor encurrala o réu com tantas evidências que o acusado acaba se perdendo, caindo em contradição. E aí, como numa tourada, ele pega a espada e dá o golpe final, liquidando a fatura. Um duelo de espertezas. Confere? Mas no caso do lula não foi assim.  O Moro pareceu enfraquecido desde o começo como se fosse um Superman intoxicado com criptonita.

 

Vai ver que no Brasil interrogatório é assim, sei lá, só valendo como a primeira parte do julgamento. Talvez. Nesse caso a intenção do Moro seria só registrar as respostas do acusado, juntando fatos que depois poderão encostar o réu na parede - mas isso só na segunda parte do julgamento. Será?... Mas preciso admitir que as perguntas do Moro nem arranharam o lula. Elas me pareceram hesitantes, feitas num tom excessivamente diplomático, parecendo que só levantavam a bola para o lula cortar. 

 

Percebo agora que estou até apelando ao vôlei para tentar explicar minha desolação pela aparente fragilidade do nosso juiz. O interrogatório do lula se transformou num “negatório” de tanto ele responder "não" a todas perguntas, exibindo aquela falta de memória típica de um doente de Alzheimer. Uma estratégia bastante boa, reconheço - do ponto de vista do show-biz. E eu fiquei com vontade de me jogar pela janela por ter que admitir isso. 

 

O velhaco passou o primeiro tempo na retranca. Nenhuma sinceridade, sem se sentir ameaçado, ou mesmo incomodado, ninguém enfiou um dedo na cara dele, metaforicamente, refutando suas mentiras. Parecia um imperador que lá estava a presidir uma audiência, nem se dando ao trabalho de esconder impaciência pela insistência das perguntas. Vejo então o Moro terminar a sessão, fazer mesuras e convidar “...por favor, ex presidente, suas considerações finais...” Ahhh, então abriram-se as comportas do inferno, da demagogia e da falsa indignação. O lula estava finalmente na dele e então (escândalo!) tirou o Moro para dançar, valseando  pela sala do tribunal. Eu me sentindo traído, envenenado, não acreditando no que via. 

 

Juiz Moro : se vocês não condenarem o lula  agora, botando na rede o velho criminoso e jogando-o definitivamente numa jaula...terão que ir ao Alvorada assistir sua posse. E se isso acontecer, os rios e lagos vão ficar coalhados com os corpos de infelizes suicidas, desiludidos com a justiça dos homens - e a justiça divina, de cambulhão. 

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