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Re-União 2017

Temer pisa na bola ao pedir “fim da polarização”

May 12, 2017

Num discurso para as Forças Armadas, Temer defendeu a “pacificação do país” e criticou a “animosidade” entre os brasileiros. Ele pediu a “eliminação” do que definiu como raivosidade entre setores da sociedade. Também fez elogios à “autoridade moral” dos militares brasileiros para garantir a paz interna. As informações são da Agência Brasil.

 

As declarações foram feitas ontem (11) em evento fechado no Quartel General do Exército em Brasília, onde assinou o decreto de criação do Comitê para Revitalização do Parque Nacional dos Guararapes, localizado em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife.

 

“Tomo a liberdade de salientar esse aspecto porque nós vivemos, nos últimos tempos, um momento de certa animosidade entre brasileiros, o que é inteiramente condenável. Não me canso de repetir esse fato porque me parece importante que, sendo eu presidente da República, eu possa fazer alguma pregação.”

 

“E a pregação que eu tenho feito ao longo do tempo é exata e precisamente a pacificação enter os brasileiros. Eliminar algo que eu disse no dia de ontem - talvez com certo neologismo - uma certa raivosidade existente entre setores da sociedade brasileira. Por isso, volto a dizer que as Forças Armadas representam exatamente o primar da paz”, acrescentou.

 

Se as declarações de Temer fossem parte de um jogo político, tudo bem. Os petistas sempre fizeram isso, promovendo o discurso baseado no  “nós e eles” enquanto diziam “mais amor, por favor”. O problema é que Temer fala sinceramente.

 

Com isso, ele simplesmente defende a passividade que tem afundado sua popularidade e prejudicado as reformas. Temer é agredido sem parar pelos petistas, em termos políticos, e simplesmente não reage. Mas o que o povo brasileiro está esperando é exatamente o oposto: alguém que confronte os petistas, rotulando-os e expondo-os em sua imoralidade e incivilidade.

 

Por exemplo, no dia 28/4, era preciso que Temer utilizasse as Forças Armadas para impedir os atos terroristas do PT, da CUT e do MST, que chegaram a agredir cidadãos no aeroporto, além de fecharem vias e atacarem cidadãos que tencionavam trabalhar. Ao fazer isso, Temer usou a tática do falso pacifismo, onde alguém acha que apanhar calado vai trazer a paz. A verdade vai na contramão: passividade atrai agressividade.

 

Pedir “fim da polarização” neste momento chega a ser ofensivo. Precisamos de um presidente que aja como líder. Nesse momento, significa ampliar a polarização, e não diminui-la. Se Temer quiser receber apoio dos brasileiros, precisará ir para o confronto. Ou é isso ou é viver perambulando pelas ruas da impopularidade até o fim de seu mandato, prejudicando, com isso, todos aqueles que apoiam suas boas reformas.

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