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Re-União 2017

Vida e destruição de marcas

Quem já botou o pé nessa estrada sabe aonde ela vai dar. Há inúmeras formas de construção de marcas. Só para ficar no b a bá com cara de novíssimo: as ferramentas mudam, mas o cerne do discurso é o mesmo. Curiosamente, embora de etimologias distintas, é possível uma analogia com os fonemas semelhantes de cerne e CERN – Organização Europeia para Pesquisa Nuclear – Aqui há mergulhos no âmago dos átomos. E em suas parições subatômicas. Cheias de quarks, charm, strangers, férmions, bósons e outras estranhíssimas e maravilhosas partículas. Descobertas, sinalizadas, mas invisíveis. No entanto, existentes, segundo os pesquisadores.

 

Do lado de cá do balcão, o cerne das marcas é outra coisa. É sua credibilidade. Daí decorre o que mais se deseja a uma boa marca: sua perenidade. Fruto de bem estruturada concepção. Casada com sua manutenção, ativação e constante reavaliação de sua interação com o mercado. Tudo exposto diariamente ao grande juiz de seus atributos e vida: o consumidor. Para conquistar esse juiz, o princípio é parecido ao que se faz no CERN. São recrutadas as melhores cabeças pensantes de cada área de atuação. Quando, por qualquer razão, se quebra uma promessa daquilo que uma marca representa na sua mais profunda intimidade, ela tende a cair na vala comum das marcas abatidas. É o que ocorre agora, quando se fala tanto de dois irmãos, que montaram e/ou participam acionariamente de empresas, que detêm muitas marcas de produtos a disputar seu espaçozinho na cabeça do consumidor. Fazer a ponte entre uma boa marca e a percepção de seu mau proprietário é o mesmo que entrar no CERN com más intenções. E provocar um encontro indevido de partículas nervosinhas e loucas por uma reação explosiva! As ferramentas modernas a serviço da promoção e manutenção de marcas, também funcionam graças aos milhões de neurônios frenéticos sempre a buscar ideias brilhantes. Esse modernismo aproxima as marcas dos clientes. Também expõe suas mazelas com a mesma velocidade e maior alcance. O que, às vezes, torna ideias brilhantes praticamente inúteis. Basta o juiz-consumidor tirar certas marcas de sua cesta básica! Aí, a reação em cadeia que não acontece no CERN, pode acontecer no cerne da marca. Sua credibilidade despenca! Milhões e zilhões de qualquer moeda são investidos na construção de tais marcas. Como nas partículas, com uma dimensão indispensável: o tempo. E basta o repúdio do consumidor, insuflado por uma associação de ideias que identifica uma boa marca com o mau proprietário, e tudo passa a se comportar como algumas partículas. Elas simplesmente se desintegram. É o que pode acontecer com as marcas de produtos se continuarem levando nas costas o fardo dos nomes dos empresários, riscados da tabela periódica dos bons elementos. Afinal, a sociedade da era da informação pune com as próprias mãos e bolsos os empresários inidôneos.

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