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Re-União 2017

O mundo, na real

June 28, 2017

De tempos em tempos a humanidade entra num frenesi de destruição dos seus semelhantes sofisticando as armas, os métodos a até mesmo com o próprio sacrifício.

 

Seja por razões religiosas, seja por segregacionismo, seja por territorialismo, ou pelo resultado do futebol, eu não sei dizer porque.

 

Só sei que acontece da mesma forma como as galinhas que se agridem mortalmente quando o galinheiro fica pequeno demais para todas elas.

 

O mundo não era pequeno durante as guerras do Peloponeso, não era pequeno durante a guerra dos 100 anos na Europa, e não era pequeno quando começou a 1ª Grande Guerra.

 

Assim mesmo as guerras vieram comandadas pelos Cavaleiros do Apocalipse sempre presentes à frente das batalhas desfilando suas bandeiras e seus horrores.

 

Será que adianta combater as guerras?

Me parece que são perenes, e inerentes à construção humana. Dentro de cada um de nós há sempre uma batalha entre nossos glóbulos brancos e os invasores que querem tomar nosso corpo como hospedaria até a morte.

 

Será que neste microcosmo belicoso, cuja sobrevivência depende da nossa saúde, nosso guardião inconsciente transborda de suas fronteiras humanas e passa a agir no nosso imaginário?

Será que o sonho de conquistas territoriais celebradas com o ouro roubado, o vinho expropriado e as fêmeas usurpadas, é o fertilizante que aduba nosso instinto primitivo a ponto de nos transformarmos novamente em dragões do Éden, os verdadeiros donos do planeta Terra?

Vamos supor que sim, que somos descendentes dos reptilianos, brontossauros travestidos de raça humana, com essa dócil máscara de cidadão evoluído, educados para domar a natureza que nos cerca e merecer os reinos celestiais oferecidos como promessas de campanhas políticas às vésperas das eleições.

 

As guerras são eternas, assim como as estrelas explodem para transformar seus átomos massacrados pela gravidade em miríades de elementos para formar novos planetas. A entropia sempre vence, e somos vencidos por ela seja na vida, seja na morte.

 

O mundo que conhecemos, este planetinha miudinho no quintal da Via Láctea, não será destruído nem pelos que fazem o "mal" e nem pelos que os assistem embasbacados. O Sol, daqui uns bilhões de anos, se incumbirá de deglutir seus planetas, um a um, até engordar suas entranhas e numa explosão vomitar tudo de volta para o espaço sideral e formar um novo sistema.

 

Quem inventou tudo isso? Não importa, não se preocupem, as Leis da Natureza são imutáveis. Procure apenas saber quem és tu, de onde viestes, para onde queres ir. Queres seguir os Cavaleiros Apocalípticos ou assistir ao show de morte e destruição que eles promovem?

 

A meu ver estamos à mercê dos nossos glóbulos brancos e da entropia. Não há o que temer, tudo segue conforme os ditames dos deuses que criaram este universo tridimensional no qual estamos inseridos.

Talvez nas outras dimensões haja mais harmonia e paz. Talvez não, como acontece na série de filmes Matrix onde os conflitos são elevados à milésima potência.

 

Assim mesmo lute! Lute pelos teus ideais sejam lá quais forem. O importante é usar a energia que Deus criou, os tais Bósons de Higgs, pois alguém do outro lado do espelho te assiste com a dedicação de um pai e com o mesmo furor de um torcedor de futebol na partida final da Copa do Mundo.

 

Seja feliz.

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