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Re-União 2017

O supremo é ..."supremo"?

July 1, 2017

 

Para o STF ser chamado “supremo” seria preciso que houvesse absoluto respeito à mais alta corte de justiça do Brasil.

 

No limite do exagero, os cidadãos teriam quase que se perfilar em posição de sentido ao assistir os juízes togados entrarem caminhando no Tribunal.

 
Jamais poderia pairar nenhum sinal de que suas decisões teriam outro motivo que não a busca pela Justiça. Mas pergunto: como alcançar esse patamar de virtude? Vi  candidatos a juíz conversando (negociando?) com os senadores que deveriam confirmar ou não sua escolha, devidamente escoltados por pressurosos próceres políticos. Na verdade são os chefes de partido que decidem quem eles preferem como juízes no STF. 


Sendo assim, como podem  jurar suspeição quando tiverem que decidir questões que envolvam o partido que lhes deram preferência? Não é a imparcialidade que sustenta os alicerces da Justiça? 


Hoje o STF suporta a maior onda de críticas, desconfianças e denúncias que jamais se abateu sobre ele, na história do Judiciário. Pode-se dizer que o Supremo perdeu quase toda sua credibilidade, ao se misturar com a política de varejo, da troca de favores. Todos vêem o STF com suspeita.

As redes sociais chegam a classificar nossos juízes como traidores da pátria.

 

Como o STF pode se sustentar legitimamente quando seus juizes estão tão diminuidos? Pede-se até que os militares os impichem, classificando o STF como o maior inimigo do Brasil, capacho do PT.  Sendo isso verdade, só existiria uma solução para mudar essa sensação de ignomínia: que todos os juizes do STF pedissem demissão e se iniciasse o processo de eleição de novos juizes, indicados num sistema mais transparente e democrático.

 
Nossos juizes fariam isso? Não. Eles jamais abririam mão de seu poder e privilégios. O patriotismo não chega a tanto. Então sobra outra maneira de substitui-los. O Presidente da República talvez pudesse decretar essa medida radical, dando partida para o nascimento de um novo STF.

Mas como hoje navegamos em águas revoltas, tudo continuará igual para Suas Excelências.

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