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Re-União 2017

Onde foram parar nossos sonhos?

July 18, 2017

Cabeludo ou não, quem viveu as décadas de 60 e 70 presenciou o mundo mudar.

E participou -de uma ou de outra forma- levado pela contagiante sensação de que éramos, cada um de nós, o instrumento para a criação de um mundo melhor.


O movimento de contracultura surgido nos EUA em 1965, marcado especialmente pela atuação de John Lennon e Jack Kerouac, ganhou força aqui no Brasil a partir de 1970.


Valores tradicionais, como o nacionalismo, a massificação, o patriarcalismo e o militarismo, até então intactos, foram questionados, derrubados. E mudados.


Foi uma época especialmente rica em questionamentos, da política `a arte. 


Graças à substituição de valores que gerou, seu legado é inquestionável, da música `a espiritualidade, passando pela organização social.

 

O que nos leva hoje, 2017, `a uma reflexão sombria: no Brasil e no mundo hoje valores são destruídos, alterados ou simplesmente deixados de lado, mas não são substituídos por coisa alguma. Não existem nem são propostos valores novos em seu lugar.


Em nome de um humanismo confuso, por exemplo, promove-se uma invasão desordenada da Europa por muçulmanos, com um resultado nefasto inclusive para os próprios povos islâmicos, que veem o acirramento da violência e do preconceito contra eles.

 

Inocentes morrem todos os dias, pagam o preço pelos que, sem critério, mudam as regras sem propor regras novas.


Por aqui, a destruição das instituições em nome sabe-se lá o que -talvez o "politicamente correto", talvez a tal "estratégia da esquerda"- vai assumindo dimensões de catástrofe.

 

A Operação Lava Jato, que acidentalmente destampou a lata de lixo brasileira, gerou também um movimento de resistência dos que sempre viveram no esgoto que vai se transformando numa destruição gigantesca, a ponto de nos perguntarmos: o que restará, afinal?


Vemos senadoras tomando de assalto cadeiras no Senado, vemos denúncias gravíssimas envolvendo hoje, além das maiores empresas brasileiras, a maior e mais poderosa empresa jornalística do país, a Rede Globo.


Vemos a cultura sendo banalizada, espezinhada, como a peça "os macaquinhos" ou de performers que urinam nas próprias calças. Ou de um maluco que, nu, foi preso numa performance dentro de um saco plástico.


Ora, o que seria da sociedade se todo senador indignado, para provar seu ponto de vista, resolvesse roubar a cadeira do presidente do Senado?


Ou se cada cidadão indignado resolvesse sair por aí defecando e protestando em praça pública?

 

A premissa básica da criatividade, ou da renovação, é a da destruição de valores.


Mas, mais importante, significa também a substituição deles por outros.
O que parece não acontecer hoje. Ou acontecer raramente.

 

A destruição de valores por si só, como meio e finalidade, só tem um resultado:
O caos.

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