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Re-União 2017

El Chapo: o Brasil em español.

July 18, 2017

Surpreendente essa série filmada no México. Trata do narcotráfico.

 

Liguei o Netflix nesse programa por acaso. E esperava ver o mundo do tráfico de drogas com suas imagens-padrão: tiroteios, assassinatos, chantagens, carros se perseguindo, mulheres bundudas com salto alto e cílios rebocados de rímel.

 

Era isso mesmo que eu queria, confesso, já tarde da noite, para tentar desopilar o fígado das notícias da política brasileira. E me dei mal. Pois o El Chapo mostra a mesma política corrompida do Brasil, você vai vendo capítulo por capítulo igual o que está acontece aqui, em imagens totalmente desglamorizadas, na mais pura e dolorosa realidade. Cinema "sujo".

 

Claro que aqui e no México são realidades diferentes.

Eles, lá, são vizinhos de parede-e-meia  com os Estados Unidos.

Por assim dizer, o México é o primo pobre da América.

 

Mas o México e o Brasil pertencem à mesma confraria dos terceiro-mundistas. Ou quarto-mundistas, dependendo do ângulo com que se mede o progresso material dos países.

 

Nós, brasileiros, nos acostumamos a olhar os países de fala hispânica com um certo sentimento de pena e curiosidade turística. Até de superioridade, diria. Muita gente pobre, miserável. Paisagens de entristecer. Mas olhando de perto, estamos na mesma merda que eles. 

 

O que nos liga visceralmente a países “lá de cima”, tipo República Dominicana, El Salvador, Guatemala - e México -  é a mesma cultura da corrupção.

 

Nossos políticos e os deles são diferentes só nos bastos bigodes. E aliás aí está o coronel sarney para me contradizer. De resto, somos iguais, gêmeos, sem o chapelão. Todos da mesma família do lula, collor, cabral, renan, edson lobão, pimentel, garotinho, jader barbalho  e o resto da canalhada  toda.

 

Mas nem vou continuar falando: vejam o El Chapo e vocês vão se encontrar  dentro do mesmo mundo em que políticos e traficantes brasileiros e mexicanos trafegam, com a mesma linguagem de grana e os mesmos interesses voltados só para si mesmos.

 

Ou seja, aquela atitude de “...quero tudo para mim e que o povo se foda”. Ou em outra versão, tipo Eduardo Paes: "vou pegar o que puder e depois me mando para Miami".

 

Bem, chega de sociologia de botequim. Veja El Chapo e sinta-se irmanado com os de língua hispânica, nesta América Latrina sempre igual na falta de perspectiva e na alienação das elites.

 

Buenas tardes, señor! vai aí uma farinha ? 

 

 

 

 

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