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Re-União 2017

As moças alegres de Brasilia e o salário do trabalhador

July 20, 2017

Vi, nestes dias, um depoimento de uma das garotas de programa de Brasilia.

"Especializada", digamos, em políticos.


Não há nada de novo nisso. De vez em quando pipocam por aqui depoimentos como esse.


Aliás, se sabe de longa data, aqui e no mundo todo, que políticos e prostitutas tem uma estranha e eterna afinidade.


Pragmatismo, talvez, seja o que os une...quem paga leva.


Enfim, nem a afirmação de que 95% de seus clientes são casados é estranha.

 

Mas, sinal dos tempos bicudos em que vivemos, a moça informa que todos, atualmente, exigem que ela entregue seu celular antes da diversão. Medo.


E o negócio vai bem. Nestes novos tempos, a politicalha prefere as prostitutas a se envolver "internamente" com funcionárias, pelo pavor de serem expostos.


Bom para as meninas alegres. Faturam mais.

E é justamente aí que a coisa chama a atenção.


O taxímetro da moça funciona com muitos zeros.
Uma hora ou programa, 3.000 reais. Uma noite, 5.000 reais.
Uma semana, 15.000 reais. Um mês, 30.000 reais.
Programas de um mês são normais, corriqueiros.
Mesmo com votações importantes acontecendo, não é raro que políticos faltem e se esbaldem com ela por um mês.


Dirão os mais liberais e moderninhos que o que cada um faz entre quatro paredes é problema só dele.


Povos menos "expertos" que o do país do carnaval, entretanto, não pensam assim.

 

 

Vide Clinton, ex presidente dos EUA, que paga o preço até hoje por ter se rendido aos dotes orais de Monica, sua secretária/estagiaria.


Ou Berlusconi, na Italia, que pagou um alto preço por suas estrepolias sexuais.

 

Naturalmente, povos menos liberais cobram de seus representantes, pagos por eles, uma conduta relativamente digna. Afinal, puteiro é puteiro, governo é governo. Ou não?


Imaginem um funcionário de uma empresa qualquer desviando grana que não é sua e ainda por cima sumindo do trabalho durante um mês para se divertir...digamos...na Disneylandia.

 

Enfim, no país do carnaval, pode tudo. Quem liga?


Quem for bom em cálculo, que descubra quantos salários (quando existem) de um trabalhador são necessários para pagar a diversão de um desses crápulas.

 

Em tempo, a própria moça, bem articulada, informa:
"Eles não ganham o suficiente pra isso".

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