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Re-União 2017

Israel e os muçulmanos no Brasil.

July 22, 2017

Sempre vi Israel como a mais sofisticada máquina de comunicação do mundo. Os judeus, para mim são um povo singularmente dotado.

 

Cientistas, músicos, artistas, financistas, inventores, teóricos, polemistas... a contribuição dos judeus para o progresso do mundo é até difícil de quantificar.

 

Essa opinião faz de mim um judeu honorário? Sim, meu preconceito é a favor de Israel.

 

Mas será que essa impressão vale nos dias de hoje?

 

Depende. Depois da Guerra o mundo pôde conhecer os relatos dramáticos do povo judeu, massacrado pelo nazismo. E se comoveu profundamente. Os relatos do Holocausto transformaram Israel numa das maiores vítimas de iniquidades já praticadas contra um povo.

 

E a propaganda de Hollywood, impulsionada pelo poder de comunicação dos judeus (estúdios de cinema, jornais, rádio, revistas, tv) provocou no mundo uma espécie de sentimento de culpa por não se haverem percebido, antes, das desgraças  perpetradas pelo nazismo.

 

Esse “crédito” vai, hoje, vai-se esmaecendo. Os judeus ganharam espaço político definitivo nos EUA quando apoiaram  Roosevelt ajudando o país a sair do isolacionismo, e inclinando a opinião pública americana contra a Alemanha.

O que mudou o rumo do conflito, o maior já visto no mundo. Isso não foi pouco para o Ocidente.

 

Mas Israel, depois desse sucesso começou a declinar do seu status de povo admirado incondicionalmente. A guerra contra os árabes ainda contou com o apoio do mundo ocidental. Mas a política de assentamentos do Estado de Israel  e o que foi visto como uma guerra de agressão e ocupação contra o povo palestino, mudou gradativamente a imagem do Estado judeu.

 

Hoje já não há mais unanimidade em favor desse país tão admirável.

Israel parece que se encolheu.  Prova disso, aqui no Brasil, é a aprovação da Lei da Migração. Temer, descendente de libaneses, aprovou um conjunto de regras que favorece fortemente a imigração muçulmana ao Brasil. 

 

O exemplo do terrorismo muçulmano em países da Europa demonstra a inoportunidade do Brasil aceitar essa política frouxa aos interesse tradicionais do país. Política essa talvez incentivada por ofertas de dinheiro da Europa à países mercenários que aceitem o fluxo de imigração de refugiados muçulmanos - liderados, naturalmente, por terroristas do Isis.

 

E o que está fazendo Israel  para ajudar a vencer essa guerra contra o Isis aqui no Brasil? Aparentemente nada.

Talvez porque Israel  tenha outros interesses geopolíticos mais importantes.

 

E assim, o mundo ocidental pode perder mais um país para os muçulmanos fanáticos. Mas isso aparentemente não tem importância, do que se pode depreender da política externa de Israel. 

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