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Re-União 2017

Um espião em nossa mesa de jantar

July 25, 2017

 

Às vezes você experimenta pensamentos bizarros, dúvidas angustiosas e incertezas  súbitas?

Impulsos de consumo vindos do nada te fazem comprar coisas  que você se arrepende depois?

 

Calma, você pode estar sendo vítima de um experimento de longo prazo, cuja função é reprogramar nosso comportamento e nos transformar em um agente à serviço de marcas e ideologias.

 

Não é de agora que o marketing  emprega o tal  ‘antena de pesquisa’ que entre outras atividades, levanta informações sobre  hábitos do consumidor, mas nos últimos tempos surgiu uma nova ameaça, que extrapola o bom senso e a ética profissional: o ‘amigo antena.’

 

Ele aparece repentinamente na vida real, se torna nosso amigo e passa a nos acompanhar em casa, no trabalho, nas redes sociais,  viaja conosco  e compartilha  de nossos segredos mais íntimos, até o dia que a relação esfria ‘naturalmente’, ou ele some, alegando mudança de emprego ou cidade. Ele é um  agente treinado, que senta na mesa de jantar com nossa família e interpreta um personagem.

 

Sua função não é só nos observar ou  influenciar, eles nos ‘treinam’ para que possamos adotar posturas e assumir comportamentos que normalmente não teríamos dentro de nossa normalidade de agir.  Com o tempo, acabamos influenciando outras pessoas e trabalhando para eles, sem perceber. Eles promovem  mudanças  em nosso cérebro, em áreas que são responsáveis pela criação dos impulsos de consumo, da opinião e das nossas emoções e principalmente influenciam na forma como nos relacionamos  com outras pessoas.

 

O termo ‘antena’ não é de agora, vem do passado. Na segunda guerra  mundial eles se infiltravam em locais freqüentados pelos nazistas durante a ocupação alemã para observá-los de perto. A diferença entre um espião e um antena,  é que o primeiro era geralmente um militar treinado, profissional de guerra, enquanto o antena estava mais para um civil inocente que tudo via e ouvia e as vezes até encenava cooperar com o inimigo. Diversos antenas da segunda guerra fizeram esse serviço sem ter consciência.

 

Eu estudei um caso ocorrido em uma organização na década passada, no qual o ‘amigo antena’ se infiltrou na empresa,  fez amigos, se tornou uma pessoa de respeito, casou com um membro da diretoria e depois aplicou um grande golpe na empresa, roubando informações confidenciais que envolviam segredos industriais valendo bilhões de dólares.  O cara era um agente operando para um grupo estrangeiro muito poderoso.

 

Sem levantar suspeitas, ele levou 10 anos para realizar o projeto e todos que tiveram contato com ele, foram peças de sua maquiavélica operação, inclusive a própria esposa que foi aliciada desde o começo para essa finalidade, pois através dela é que ele conseguiu acesso direto nos segredos buscados.

 

Mas aí fica a pergunta: ele amava a esposa? Provavelmente amava, mas a princípio, esse amor foi um elemento estratégico fundamental para se obter o sucesso na empreitada. O final dessa história é que ele foi descoberto e preso, mas até então, o estrago já tinha sido feito.

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