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Re-União 2017

Histórias de sucesso.

July 27, 2017

 

O Nizan Guanaes é um cara de criação.

O que quer dizer “de criação”?

A própria palavra se auto-define: ele cria. No caso, campanhas de propaganda.

 

Os publicitários se apoderaram dessa qualidade “criativa” para si mesmos, quase exclusivamente.

Outras profissões não se arriscam a chamar a si próprios de criativos. Um médico, criativo? Um engenheiro?

  

Talvez porque o ato de criar implique num certo risco, uma quebra perigosa do lugar comum, do convencional, que por sua própria natureza é uma posição mais confortável, segura. Mas ser criativo, para o publicitário, é como respirar, tem que ser uma atitude permanente.

 

Um comercial, um anuncio tem que se distinguir pela surpresa, pelo arrojo do que diz e mostra. Propaganda que não é vista, notada, é como se não existisse.

 

Digo isso do Nizan, que é alguém que se distingue por ser novidadeiro, diferente - nada comum. Acabei de ver uma propaganda dele para a Subaru e fiquei surpreendido. Logo, ponto para ele.

 

O publicitário Nizan aparece no comercial, ele mesmo, anunciando o automóvel. Isso é novo. E criou um slogan ótimo: “ Tenha o carro que todo mundo não tem”. Ou seja, ele sugere a estranheza  da marca como uma vantagem - o Subaru não é um sucesso para multidões, mas para poucos.

Bom, daí ele argumenta mais alguns pontos de venda etc...etc. O principal, é que a  propaganda, feita dessa maneira, pratica uma espécie de judô, transformando uma eventual desvantagem do carro no seu oposto.

Isso é ser criativo. 

 

Outro dia, um amigo contou que um vizinho do sítio dele, que tem uma terra onde cultiva parreiras, havia se decidido a inverter o ciclo de podar as uvas. Esse manejo se chama “dupla poda”. Ao invés de uma só poda, são feitas uma poda de formação, imediatamente após a colheita e depois uma poda de produção. O oposto do “normal”. 

Detalhes, não interessam, agora. O importante é que as uvas vem mais fortes, mais bonitas, carregadas e gostosas. 

 

Esse vinicultor também pode ser chamado de criativo. Um Nizan Guanaes das uvas. Ou um Fábio Fernandes, também diretor de criação,  que certa vez inventou um slogan “invertido’ para a Folha dizendo “não dá para não ler”. A propaganda brasileira tem muita criatividade.

 

Já os políticos daqui também são criativos. Mas só para si próprios.

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