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Re-União 2017

Os deputados-laranja.

August 4, 2017

 

Tão importante quanto acabar com a urna eletrônica é mudar o sistema que permite aos políticos “elegerem” o vice para ocupar o cargo em seu lugar, depois de eleitos.

 

No circo de horrores da câmara dos deputados, votando no processo do Temer, só trinta e poucos personagens tinham sido na verdade eleitos pessoal e diretamente pelo povo. 

 

O resto, os outros, eram deputados-laranja, paus-mandados  dos seus donos, aqueles que realmente tem o poder político - sem dar a cara para bater. 

São os negocistas, os espertos, que colocam seus cavalinhos para correr em seu lugar no grande páreo da corrupção. O voto desses laranjas tem preço pendurado na etiqueta de suas pessoas.

 

E a grana negociada, resultado de comissões e trampos, deve provavelmente ser dividida entre o político-patrão e o político-empregado.

 

No fundo os dois casos são iguais, o da urna eletrônica, onde você vota no candidato A e ela eleje o candidato B - e o político laranja, idem. Trata-se de uma usurpação de poder, nos dois casos.

 

Nossa representação política, em todas instâncias, é deformada - ou pelo uso malicioso da lei, no caso dos laranjas, ou pelo trambique, direto e claro da manipulação das urnas eletrônicas. A democracia não existe, nessas circunstâncias, onde somos enganados de um jeito ou do outro. O dinheiro é o que manda. 

 

Nosso regime político, dessa maneira, não se sustenta, é tudo fraudado para dar a impressão de que a democracia está funcionando.

Está, aliás. Mas não a favor do povo, sempre vítima das mais infames manipulações.

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