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Re-União 2017

A ONU perpetua a mutilação feminina.

August 8, 2017

Quando a ONU através da Organização Mundial de Saúde e da UNICEF, condena e lança esforços contra a Mutilação Genital Feminina (FGM) principalmente na África, alardeando os mais de 200 milhões de mulheres mutiladas no mundo, não está lutando contra o fim desta barbárie, mas sim garantindo sua existência e perpetuação, já que essa prática nos rincões das tribos africanas não é o ponto de partida, não faz parte da causa, apenas é uma sintomática consequência.

 

Primeiramente vamos entender rapidamente como essa prática aportou o continente africano em suas tribos mais isoladas.

Não há registros de mutilação feminina no continente africano datando de antes do século VIII – alguns historiadores argumentam que seria mais correto colocar essa data no fim do século VII, de qualquer maneira, foi aproximadamente no início do século VIII que os árabes começaram a comercializar escravos africanos.

 

As instruções do profeta do Islã, Maomé, conforme registrado nas Sunnas, para a manutenção de escravos (as mesmas até os dias atuais) recomendam 2 mulheres escravas para cada homem escravo – se no Islã o homem escravo é castrado, a mulher escrava, assim como a mulçumana, é circuncisada (como eles chamam), já que seu propósito maior é servir sexualmente.

 

Não havia tal expertise até então na África, e os relatos atuais de que a excisão total ou parcial do clitóris trata-se de uma pratica de milênios, é uma dedução senão desonesta, ao menos irresponsável historicamente.

 

Seria um dado curioso o fato dos países dominados pelo Islã terem adotado majoritariamente essa prática? Seria se as escrituras sagradas islâmicas não a recomendassem.

 

Falaremos a respeito mais adiante, momentaneamente, convido você à desagradável, tortuosa mesmo, viagem imaginária ao local e momento onde se pratica essa barbárie. Não nos esqueçamos de que essa prática é mais comum entre os 5 e 10 anos de vida da menina, contudo, em caso de mulheres não extirpadas de suas genitálias, não há idade, adolescentes e adultas serão sim mutiladas, e pasmem!, mais de uma vez ao longo da vida.

 

A descrição que você irá ler agora foi extraída do livro “Mulheres e Direitos Humanos”, publicado pela Anistia Internacional.

 

“A menininha, completamente nua, é imobilizada numa posição sentada, num banco baixo por pelo menos 3 mulheres. Uma delas com os braços, muito apertados, à volta do peito da criança; as outras  duas mantêm abertas as pernas da criança à força de modo a abrirem bem a vulva. Os braços da criança são amarrados atrás das costas ou imobilizados por duas outras convidadas. Em geral, parentes, familiares da criança, mãe, tias (…), e não raro, a avó realiza o procedimento.

 

(…) Em seguida a velha tira a lâmina e extirpa o clitóris. Segue-se a infibulação: a operadora corta com a lâmina o lábio menor de cima a baixo e em seguida raspa a carne do interior do lábio grande. Esta ninfectomia e raspagem são repetidas do outro lado da vulva. A criancinha grita e contorce-se de dor, apesar da força exercida sobre ela para ficar sentada.

A operadora limpa o sangue das feridas e a mãe, assim como as convidadas, “verificam” o seu trabalho, por vezes pondo lá o dedo.

A intensidade da raspagem dos lábios grandes depende da habilidade “técnica” da operadora. A abertura que é deixada para a urina e para o sangue menstrual é minúscula.

 

Depois a operadora aplica uma pasta, assegura-se que a adesão dos lábios grandes fica feita através de um pico de acácia, outras vezes com agulha, que fura um lábio passando através deste para o outro. Desta maneira enfia 3 ou 4 na vulva. Estes picos são depois mantidos nesta posição com uma linha de costura ou com crina de cavalo. Volta-se a por uma pasta de ervas na ferida.

 

Mas tudo isto, não é o suficiente para garantir a união dos lábios grandes; por isso a menininha é então atada a partir da pélvis até aos pés: faixas de tecido enroladas como uma corda imobilizam completamente as pernas. Exausta, a criança é depois vestida e deitada numa cama.

A operação dura de 15 a 20 minutos segundo a habilidade da velha e a resistência que a criança oferecer.”

 

Os tipos de mutilação genital:

  • Tipo I: Clitoridectomia ou sunna – consiste na remoção do prepúcio do clitóris, e pode também incluir a remoção completa do clitóris. Procedimento: o clitóris é preso entre o dedo polegar e indicador, puxado para fora e amputado com um corte de um objeto afiado. O sangue é estancado através de gazes ou outras substâncias e é aplicado um ponto de costura.

  • Tipo II: Excisão – baseia-se na remoção do prepúcio e do clitóris com parcial ou total excisão dos lábios menores. Procedimento: a principal diferença neste tipo é a gravidade do corte. Normalmente o clitóris é amputado e os lábios menores são removidos total ou parcialmente, muitas vezes com um mesmo golpe. O sangue é estancado com ligaduras ou com alguns pontos, que podem ou não cobrir parte da abertura vaginal.

  • Tipo III: Circuncisão faraônica ou infibulação – consiste na remoção do prepúcio, do clitóris, dos lábios menores e maiores. Procedimento: Os lábios maiores são unidos através de pontos ou espinhos/picos e as pernas são atadas durante 2 a 6 semanas. É deixada uma pequena abertura para permitir a passagem de urina e sangue menstrual (tem normalmente 2-3 cm de diâmetro, mas pode chegar a ser tão pequena como a cabeça de um fósforo). Se depois da infibulação a posterior abertura for suficientemente grande, a mulher poderá ter relações sexuais depois da gradual dilatação, que pode demorar semanas, meses ou, em alguns casos, cerca de 2 anos. Se a abertura for demasiado pequena, tradicionalmente recorre-se à defibulação antes de se ter relações sexuais, normalmente efetuada pelo marido ou um parente feminino usando uma faca ou pedaço de vidro. Em quase todos os casos de infibulação, é necessário recorrer a defibulação durante o parto para permitir a saída do feto e, para tal, é essencial a ajuda de uma parteira pois podem ocorrer complicações para a mãe e/ou o feto.

Tradicionalmente, a re-infibulação é feita após a mulher dar à luz. Este procedimento visa criar a ilusão de virgindade, já que uma pequena abertura vaginal é culturalmente entendida como capaz de dar maior prazer ao homem. Devido aos cortes e suturas repetidos, as consequências físicas, sexuais e psicológicas da infibulação são maiores e mais duradouras do que os outros tipos de mutilação.

Dentre todas as mulheres sujeitas à mutilação genital, 80 a 85% são vítimas dos tipos I e II, e as restantes 15 a 20% do tipo III.

 

De acordo com as autoridades mundiais, os principais países onde se pratica a FGM são: Senegal, Egito, Sudão, Etiópia, Sri Lanka, Somália, Malásia, Serra Leoa, Índia, Yêmen, Indonésia, Omã, Guiné-Bissau, Nigéria, Uganda, Quénia, Tanzânia, Togo, Mauritânia, Gana, Congo, Benim, Camarões, Costa do Marfim, Chade, Gâmbia, Libéria e Mali.

 

Olhar Crítico:

 

Nesta transcrição do material fornecido pela Anistia Internacional, percebe-se claramente a intenção de convencer o leitor de que tal prática está longe de nós, nos confins do continente africano, e intencionalmente não menciona países como o Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Turquia, Iraque, etc.

 

Nos países mulçumanos existe um rigoroso controle quanto ao turismo e aos meios de comunicação, razão pela qual pouco ainda se sabe. Se por um lado ao combater o FGM na Àfrica dá-se a impressão de se estar combatendo a barbárie da mutilação, por outro lado, nos países onde a prática é cultural, religiosa e tradicional (nos países de sua origem), tudo segue inalterado, protegido pela cortina de fumaça do politicamente correto, que determina que esta é uma questão cultural – tese que aliás vem sendo defendida pelos governos progressistas. O espantalho do combate a FGM na África, para usar uma expressão bem conhecida dos brasileiros, é só um laranja.

 

O Conselheiro Geral das Nações Unidas para Direitos humanos é o representante saudita, o que por si só já seria inexplicável, já que há dois anos a Arábia Saudita bombardeia o Yêmen, mantém punições como empalamento, e tem a maior população de escravos do mundo atual. O escárnio que já está aí completo, chegou às raias da loucura em Abril deste ano, quando esse mesmo saudita, cuja ciência de seu país defende que a mulher não é humana, mas apenas um mamífero, cujas leis condenam ao apedrejamento as vítimas de estupro e a prisão perpétua as esposas desobedientes, cujos cléricos defendem que o marido tem direito de se alimentar de partes do corpo da mulher (que não lhes façam falta) e que defendem que a circuncisão feminina é necessária à saúde e à virtude da mulher, esse mesmo saudita foi eleito para a comissão que defende os direitos da mulher.

 

É essa a ONU que se opõe a Mutilação Genital Feminina (FGM).

 

Infelizmente, essa realidade vai além de países pobres ou do mundo árabe.

 

Os pais mais abastados levam suas filhas nascidas na civilização ocidental a seus países de origem, afim de que sejam mutiladas, contudo, um sem número de mulçumanos, não tão favorecidos financeiramente, mantém essa prática de forma clandestina, em porões escuros, em vizinhanças insuspeitas, nos países onde mutilação é crime.

 

Na Alemanha, na Dinamarca, na Suécia, no Canada, e até nos Estados Unidos, essa prática clandestina existe desde a chegada dos islâmicos a esses países. A própria ONU em 1979, numa tentativa de acalmar os ânimos, veio a público através da Organização Mundial de Saúde, “esclarecer” que a circuncisão feminina não causaria riscos à saúde – falácia esta que destrincho mais adiante.

Onde há mulçumanos existe essa prática, inclusive no Brasil.

A Mutilação Genital Feminina é Islâmica.

 

Não é difícil demonstrar que essa prática abominável é de origem mulçumana.  Nas Sunnas de Fitrah, Maomé dá instruções de como deveriam ser feitas as mutilações femininas. Em Abu Dawood 5271, o profeta de Allah determina como a mutilação deve ser feita para agradar o marido – lembrando aqui que este procedimento é feito em crianças e que o próprio Maomé casou-se com uma criança ainda de colo, Aisha.

 

Seria difícil para nós, ocidentais, que tentamos nos informar, principalmente à luz da ciência para formar uma opinião sobre um tema, entender que uma profissional da medicina como a ginecologista dra. Haamid al-Ghawaabi possa escrever um artigo chamado “A circuncisão feminina do ponto de vista da saúde” no qual cita o prazer do marido e as deliberações religiosas das Sunnas como razões médicas para a saúde da mulher. Nesse artigo, que ela encerra com a frase “Alla sabe o que é melhor".

 

Entre as razões benéficas para a saúde feminina encontram-se pérolas como:

*Retira a libido excessiva da mulher

*Previne a formação de odor pela secreção nas dobras do prepúcio

*Reduz a incidência de infecção urinária

*Reduz a incidência de infecções do aparelho reprodutivo

O artigo cita ainda o livro Tradições, da Organização Mundial de Saúde, de 1979, que conclui o tema afirmando categoricamente “a circuncisão feminina não causa efeitos nocivos à saúde”.

 

Curiosamente, os ensinamentos islâmicos de quinze séculos parecem soar tão científicos quanto a ginecologia árabe – para a qual a ONU fecha os olhos.

 

Dentre as razões listadas nas Sunnas, recomenda-se a circuncisão feminina para:

*Evitar que o clitóris aumente de tamanho durante a relação sexual porque isso poderia desagradar o marido

*Evitar que a mulher tenha espasmos (orgasmos)

*Evitar que a mulher sinta desejo sexual, o que poderia levar ao adultério

*Garantir que o tamanho da vagina seja o menor possível para que o marido tenha sempre a sensação mais próxima possível de estar com uma mulher virgem, o que lhe daria mais prazer – razão pela qual não é raro que a mulher passe por novo processo (re-infibulação) após o parto.

 

Todas essas razões conhecidas no mundo islâmico são facilmente refutáveis pelo mínimo de lógica e bom senso.

 

A Verdadeira Medicina e a Mutilação Genital Feminina

 

Como citados anteriormente, há diferentes tipos de mutilação genital feminina (FGM) e os danos são proporcionais aos níveis das lesões.

 

Ressaltemos: 

 

Imediato na cirurgia:

– Dor intensa por lesão de múltiplos nervos

– Hemorragia de difícil controle, com choque hipovolêmico que é a subta perda de sangue (antigamente se achava que a perda de sangue matava por “anemia aguda”, mas isto não é um fato real, pode-se perder 2/3 do sangue lentamente e viver com pequenas limitações, porém se perderes 1/3 subitamente haverá morte por colapso do sistema circulatório, e a perda de oxigenação por falta de conteúdo no sistema para preencher a árvore circulatória).

– Infecção de choque séptico

– HIV

– Outras doenças como tétano.

 

A longo prazo:

– Dor crônica, semelhante a dor fantasma dos amputados.

– Infecções e vaginites crônicas

– Infecções urinárias crônicas

– Dor constante ao urinar

– Essas infecções podem tomar via ascendente e lesar trompas e ovários, com doença infecciosa pélvica e por fim infertilidade

– Complicações do parto, e delas complicações anais, retais e na bexiga

– Fístulas (ligação vagina-ureta, reto-vagina, a mulher passa a defecar pela vagina)

– Vida sexual privada de prazer e dolorosa, a dispareunia (dor no ato sexual) e o vaginismo, que é a contração involuntária da musculatura pélvica, tornando penetração dolorosa ou impossível.

– Perigo para os recém-nascidos, com aumento de mortalidade dos filhos.

 

Mais tardiamente:

– Múltiplas intervenções cirúrgicas

– Infertilidade

– Incontinência urinária

– Uso abusivo de medicações antibióticas, analgésicas e anti-inflamatórias com seus respectivos efeitos colaterais.

 

Por fim, as psicológicas:

– Medo das relações sexuais

– Síndrome do stress pós-traumático

– Ansiedade, depressão

-Alterações do sono, apetite, problemas com peso, pânico, deficit de aprendizado e concentração.

 

O Dr. Rodrigo Serra Palmeira, médico em São Luís (MA) explica que um nervo lesado sofre um processo chamado de degeneração Walleriana, que formam nódulos nos axônios (que são os fios condutores no nervo seccionado), este passa a ser um ponto de estímulo anárquico, além disso ocorre uma séria atuação na chegada de informações no cortex (input) o que leva ao cortex entender estímulos de frio ou tato como dor. A região genital é uma das mais enervadas no corpo, portanto, piores as sequelas dolorosas, ainda mais com má técnica cirúrgica.

 

A Mentira

 

Como demonstrado aqui, a mutilação feminina está longe de ser comparável a circuncisão masculina, que por definição é uma cirurgia estética, onde se remove uma partícula de pele do pênis do bebê, sem causar nenhuma alteração às suas funções futuras e sem nenhum comprometimento da saúde masculina como vêm tentando fazer crer a esquerda politicamente correta e irresponsável justificando o injustificável, fazendo com que governos como o do Canadá e da Alemanha endossem, ainda que informalmente tal prática, e levando feministas lobotomizadas à bradar que se os homens são circuncisados, as mulheres também podem ser.

 

A situação é mais difícil que se possa imaginar. Estima-se que no Reino Unido 66 mil mulheres tenham sido mutiladas enquanto as autoridades fingem ignorar tal realidade e anúncios veiculados em Londres, financiados pela comunidade islâmica (como se vê acima) propagam que “somente prostitutas precisam do clitóris”.

 

Na Alemanha estima-se que 13 mil mulheres tenham sido mutiladas. No Canadá e na Suécia, dada a exacerbada política islamista, não se tem um numero estimado, sabe-se apenas que esses dois países recebem considerável número de pessoas buscando tal prática e que muitos (ditos) médicos mulçumanos vão para esses dois países onde podem mutilar crianças indefesas e estar longe de entreveros com a lei.

 

O uso da expansão islâmica como forma de dominação no mundo ocidental conta com velhos conceitos esquerdistas há muito inseridos nas mentes ocidentais, que apelam para a ideia das minorias discriminadas e indefesas como forma de cobrar uma dívida inexistente, de uma culpa injustificada, numa inversão não apenas de valores, mas no caso da FGM, histórica.

 

E assim se veem personalidades políticas, artistas e palpitadores esquerdistas (como Chelsea Clinton) saindo em defesa da barbárie.

 

Afirmar que a mutilação genital feminina tem origem de milhares de anos nas tribos africanas é recriar, é recontar a narrativa histórica e não podemos nos calar diante da tentativa abominável de reescrever a história servindo a um escancarado propósito de dominação e destruição.

 

…E segue a ONU, com sua agenda globalista destruidora da civilização ocidental a defender as aberrações de Allah sem ser percebida pelos olhos mais distraídos.

 

 

 

Agradecimentos ao Dr. Rodrigo Serra Palmeira, médico em São Luís (MA) pela consultoria prestada que possibilitou o desenvolvimento deste artigo.

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