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Re-União 2017

¿Cómo estás?

August 20, 2017

Conversei com a Emma Sarpentier, que é uma importante ativista venezuelana. Foi no hang-out 5 contra 1, ela em Caracas.

Aqui, o Joselito, Roveran,  Rodney, Marlos e eu.  A Emma não quis mostrar sua cara, não pode, para evitar ser identificada. A Venezuela hoje vive a mesma atmosfera de medo de Paris, sob a ocupação nazista. Os partisans, como ela, na guerrilha dura contra a suástica.

 

O que sabemos da Venezuela, não nos chega através da mídia de massa - mas pelas redes sociais. Vemos diariamente imagens do enfrentamento dramático vivido pelos venezuelanos esmagados pelo ditador Maduro. As pessoas costumam filmar cenas da violência em que são obrigados a viver. São tomadas precárias de celular, tremidas, feitas atrás de cortinas, luzes apagadas. E lá fora, pode-se ver os soldados e milicianos maduristas correndo pelas ruas e atirando contra as pessoas. O tiroteio das metralhadoras é intermitente, corpos jogados no chão.

 

A guerra na Venezuela afiou a consciência das pessoas, obrigando-as a entender o momento do país, mergulhado na violência de um ditador destrambelhado, que não é nem mesmo capaz de reconhecer a sua própria sexualidade. Maduro é um animal arreado pelo castrismo comunista, que tomou conta de tudo na Venezuela. 

 

Aqui no Brasil, ainda nos damos ao luxo da alienação, quando ignoramos como pode ser amargo nosso futuro. Isso se não nos soltarmos das algemas em que ficamos presos pela obra destrutiva do Foro de São Paulo, desde 1990. Frequentado pelo gentil, "amado e democrático" ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sempre abraçado ao lula. 

 

Estamos muitos anos distantes do esforço de resistência patriótica demonstrado pelos irmãos venezuelanos. Nos seus protestos, manifestações e na forte pressão social. Mas as imagens das desgraças acontecidas na Venezuela vão progressivamente contaminando nossa Nação. E acabamos por nos encher de temor de que, algum dia, possamos chegar à mesma condição daquele pobre país. 

 

A Venezuela vive do tráfico de drogas. O vice do Maduro teve 500 milhões de dólares congelados pela Justiça americana. E outros tantos milhões em propriedades de luxo além de um gigantesco iate do tamanho de um navio.

A oligarquia constituída por traficantes, militares cubanos, do exército madurista, mais a delinquência de um regime narco-corrupto-comunista, se constituiu proprietária da cabeça e da esperança dos venezuelanos. 

 

Por quanto tempo ainda? 

 

Como dizia outro traficante, o colombiano Pablo Escobar, as pessoas tem duas opções: plata (grana) ou plombo (chumbo) ou seja, a bala do trafico. Ou se é cúmplice do Maduro ou inimigo - que ele costuma tratar como o Stálin, que dizia: problemas são originados por pessoas, então você elimina as pessoas e os problemas desaparecem. 

 

Nem a traficância, nem a corrupção endêmica, nem a violência institucionalizada vão vergar a ânsia de liberdade dos venezuelanos. Como disse a Emma, os venezuelanos precisam que o Brasil se erija como um país forte, democrático, para ajudá-los em sua batalha de libertação nacional. 

 

Mas, francamente...com o governo Temer tão compromissado e envolvido com tantos interesses discutíveis, eu acho que se a Venezuela precisar de um copo de água do Brasil, morrerá de sede.

 

 

 

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