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Re-União 2017

Vamos dançar?

August 24, 2017

 

 

 

 

Os bailes de antes eram assim:  as meninas sentadinhas com as mãos cruzadas nos joelhos, flertando recatadamente com os rapazes.

Eu, sem coragem para um avanço definitivo tipo “a senhorita me dá o prazer desta dança?” ficava rondando com um copo de guaraná com gelo na mão, fingindo ser whisky. Namoros começavam com o casal dançando dois-prá-lá e um-prá-cá, enquanto tocava um fox-trot.

Era bacana.

 

 

O que tem a ver  bailinhos e Forças Armadas? 

 

Nós, os civis, não sabemos quase nada - ou nada - das nossas corporações militares. Gostaríamos muito de tirar aquelas figuras fardadas de seu quartel para nos ajudar a fazer dançar a escumalha política que polui o país com sua corrupção. Desejaríamos que as FFAA parassem de repetir que são a favor da Constituição. Pois a Constituição define claramente que elas tem o dever e obrigação de defender o país. Mas o tal artigo que dispõe essa postura  é “interpretável”. Quer dizer: a letra da Lei, para fugir da Lei.

 

Fica então a inércia. 

 

Nossa democracia está a perigo. O governo Temer é a continuação direta do

petismo que destruiu em escala nuclear a economia do país. Temos 15 milhões de desempregados. Ou 16 milhões. Faz muita diferença?

Os escalões do poder estão todos aparelhados, também se sabe disso.

Do que não se sabe? Nada das urnas eletrônicas, por exemplo. E também se as eleições serão “presididas” pelo Toffoli. Será que o fulano, de novo, vai mandar esvaziar a sala na hora de computar os votos das urnas Smartmatic?

Enquanto isso o STF, aquele puxadinho do pt, segue julgando seletivamente os políticos.

 

As FFAA, quietas.

 

O governo depenou o orçamento militar em mais de 40%,  grana que já era curta. E o que se ouve dos fardados? Débeis vagidos de protesto. Fora isso, a desmoralização das diversas instâncias das FFAA segue em vertiginosa velocidade. O programa nuclear? Os submarinos? O armamento e adestramento dos militares? Os caças do lulinha? O programa de mísseis? Mais ainda: o rancho dos recrutas, que são dispensados por falta de verba? Nem dá vontade de nomear, um a um, os pontos cegos da cultura oculta dos militares. Que políticas tem nossas FFAA em relação a Venezuela? Que aliás conta com caças F-18, tanques russos,  chineses e fuzis Kalashnikov? Ignoramos tudo: acho que merecemos.

 

E os acordos?

 

Nem sabemos nada do que a Dilma Medonha formalizou com os países comunistas. E isso não deveria jamais ser rotulado de “Confidencial”. Um lusco-fusco de obscuridades, cada vez mais forte, nos dias que vivemos.

 

Então fica difícil pedir às FFAA que empunhem seus velhos fuzis FAL e dêem um passo à frente, aceitando uma convocação nossa. Porque alguém pode tropeçar e dar um tiro, por acidente. E aí começa uma Revolução, o que não seria tão mau.

Aquela Revolução tão pedida, implorada de joelhos, pelo povo brasileiro. 

 

Chega de esperar.O Brasil quer recomeçar

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