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Re-União 2017

Nosso Irma.

September 10, 2017

 

 

Não é o furacão americano. O nosso é ainda pior. No Brasil, mais do que as desgraças climáticas, são as pessoas. Não vou falar do lula. Mas da “mentalidade lula”, que despertou o pior em nossa gente. A idéia é que quando for possível roubar, roube-se. Não é que os brasileiros sejam basicamente desonestos. Mas, se a ocasião faz o ladrão, e se roubar tem tão poucos riscos - então o negócio é meter a mão. Veja-se o caso dos senadores e deputados listados na LavaJato - protegidos pelo Foro Privilegiado. 

 

Rouba-se da merenda escolar, pôrra! Assaltam dinheiro destinado às vítimas de desabamentos, rios que transbordam. Rouba-se nos medicamentos, no SUS, na aposentadoria dos que trabalharam a vida inteira. Estou dizendo alguma novidade?

 

Nestes dias, nos Estados Unidos, a nação se mobilizou para organizar o êxodo dos que fugiam dos furacões. O Trump foi perfeito. Que

vergonha a nossa, em comparação. 

 

Aqui, em Mariana, tivemos a represa que rompeu sua barragem, obra de responsabilidade de quem? De ninguém. Morrem as vítimas e entram os advogados, urubus esfaimados que são contratados para fazer os figurões fugirem às suas culpas. A obra foi mal feita? a manutenção foi falha? o próprio projeto foi nascido de manobras e acordos políticos? Pensou-se mais na repartição do butim que no sentido social do empreendimento? Os processos aqui andam na velocidade de tartaruga, indo a milímetros por hora.

 

Vagões e trilhos desaparecem magicamente - e até navios! Refinarias de petróleo enferrujadas são compradas pelo governo petista como se fossem novas e funcionando. Programas nucleares desabam, caças para a Defesa são transacionados em segredo suspeito. Quando a Justiça acorda, ainda com ramela nos olhos, ela é sufocada com travesseiros na boca.

 

Nada se salva, o STF é rejeitado pelo povo, que conhece bem suas mazelas, o dinheiro do BNDES que devia ter sido aplicado aqui, produtivamente, foi para obras em outros países. Altas (baixas) negociatas como as da JBS rendem milhões de dólares em comissões. Ficam ricos os intermediários, e o povo? Ora, o povo! Sou ingênuo de repetir denúncias como esses assaltos seguidos de homicídio? Pode ser. Mas essa é a nossa única arma.

 

O Brasil é um estado maléfico, corrompido, sem respeito pelo ser humano. Aqui, se fossem aplicadas as leis, por tribunais não aparelhados, o país se transformaria numa enorme penitenciária, misturando políticos, narco-traficantes e bandidos de ocasião. 

 

É possível  mudar a mentalidade do brasileiro? Não acredito.  Não pela educação convencional. Teríamos que bater de frente com nossas misérias e destruí-las, a ferro e fogo. Eu queria ter aqui um ditador como o de Formosa.

Ele resolveu o problema da droga com a pena capital. Traficou? Fuzilamento. Subornou autoridades? Roubou? Corrompeu? Encosta o cara na parede e manda bala. Com penas duras, a bandidagem acaba arregando. 

 

Agora, ir de papai-mamãe com penalidades fracas e sempre discutíveis pelos tribunais, tolerar a corrupção e tocar a vida molemente, “respeitando a Constituição” não vai levar este país de segunda para lugar nenhum. Não acredito mais em eleições, em partidos “expertos”e em autoridades da justiça que fazem da corrupção seu modo de vida. O Moro é excessão.

 

Falta aqui uma Lei Marcial que trate o crime como se deve. Não quero fingir que temos um presidente de verdade para implantar uma nova moral e ética aos modos brasileiros, quando só nos resta um negociador de seus próprios interesses. Neste país de merda, patriotismo não existe. Falo só por mim?...

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