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Re-União 2017

Nu meu,não!

September 12, 2017

 

Uma das frases preferidas de Rodrigo Janot em legítimo mineirês, também disseminada como “lei da nudez”: “nu d’ês é bão, nu meu não!".

 

Janot  não é de enfrentar riscos e na vida profissional também não é um líder,  nem alguém que se sobressai por virtudes que possam ser tomadas como exemplares. Prefere mais parecer do que ser exemplo de honestidade e probidade. Teve que reconhecer o óbvio: as gravações de Joesley foram fabricadas em sua casa, mas como provas seriam íntegras, plenamente aproveitáveis.  Afinal, não seria a “maracutaia' de Marcelo Miller, seu ex-auxiliar, que colocaria a delação em perigo.

 

O que se tornou público foi o uso de um futuro delator clandestinamente plantado no domicílio de Temer para dali extrair informações que lhe permitissem encerrar a sua carreira na Glória e candidatar-se ao governo mineiro.

 

Quanto a Joesley tudo indica que para também salvar o "seu" ofereceu à Procuradoria Geral da República um aperitivo para conquistar esta Glória: o aperitivo foi Temer...


O uso de prospectivos de delatores para a escuta não autorizada tem sido recorrente, como Bernardo, filho de Nestor Cerveró que gravou Delcídio do Amaral; como Sérgio Machado, que gravou José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá.

 

No caso de Delcídio, foi com Dilma Rousseff que teria, com a nomeação de Marcelo Navarro para o STJ, visado a obstar investigações contra a Odebrecht.

 

Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal insiste em que sua atuação é essencialmente técnica, não política. (Não devemos esquecer que foi nomeado por Dilma, com o aval de Lula.)


As decisões são opções por uma linha de conduta revestidas de fundamentos jurídicos e se sustentam com boa técnica. Janot decidiu-se a  destruir o Quadrilhão do PMDB encabeçado por Temer...

 

O seu ex-auxiliar, o procurador Marcelo Miller, não parece ter agido por conta própria. As informações colhidas foram usadas pelo Procurador-Geral que se revelou um irresponsável deixando o barco correr à deriva, ou então de forma conivente.


Já Marcelo Miller, após ter abandonado o ministério público para se lançar em mais rentável carreira de advogado a defender o império empresarial de Joesley, deveria receber o benefício da dúvida? Não foi preso, apesar de ter a sua prisão requerida por Janot que "reconheceu" o seu delito e acusou mesmo a contragosto.


Em novas denúncias indícios apontam que Temer e os seus ministros Moreira Franco e Padilha formam uma organização criminosa acusada de receber vantagens indevidas de mais de 31 milhões por desvios na Petrobras e no governo federal.


Janot parece prestes a apresentar esta nova delação contra Temer por organização criminosa, só que deve deixar a procuradoria no dia 17 de Setembro, conseguirá agir à tempo? Será considerada "oportuna" esta delação num momento em que o Brasil tenta recuperar-se do desgoverno e corrupção  petista?


Sabemos que Temer, como vice de Dilma e "nomeado" por Lula, não pode ser exemplo de honestidade já que participou e foi conivente com a Corrupção que foi feita, recebendo "benefícios"  por isso.

 

Não podemos condenar Janot por denuncia-lo, mas sim por sempre ter preservado de modo acintoso a Quadrilha de Lula x Joesley- que parece funcionar como sócio do ex-presidente petista. O ex-presidente acusado de receber 300 milhões de propina da Odebrecht e nunca citado por ele.


Janot está a rezar que Geddel, 7 anos no governo petista e ex-ministro de Temer, seja o novo delator, já que foi flagrado com  51 milhões no seu apartamento...

 

Janot está também a reconhecer que o Quadrilhão tem mais componentes: PP, PT, PMDB da Câmara e do Senado. Já ofereceu denúncias para todos, menos para o PMDB da Câmara. Adiantará?


Enquanto isso reza para encerrar à sua trajetória na procuradoria com a glória pretendida, conquistar o governo de Minas,  e que "no seu , não!".

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