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Re-União 2017

Correção de deriva.

September 18, 2017

 

Teve uma época em que resolvi aprender pilotagem de avião. Boa experiência. Porque “guiar avião” tem muitas similitudes com o enfrentamento dos percalços da vida. Para ir do ponto A até o ponto B, eu imaginava que bastaria apontar a proa do avião para meu destino e eu chegaria lá.  Mas no céu tem correntes de vento que empurram a aeronave em todas as direções. Tempestades. Então você precisa ficar atento e ir corrigindo o rumo do vôo, sem deixá-lo derivar. Senão vai chegar em Campinas, ao invés de Sorocaba.

 

Essa adaptação continuada, que se chama correção de deriva, tem tudo a ver em como se conduz a vida. Politicamente, inclusive. Precisamos nos adaptar às circunstâncias, julgar depressa as situações. Senão entramos em emergência. Exemplo: imagine se depois de conhecer as peripécias (peripécias...) do Aécio, eu ainda o visse como um bom rapaz. E mantivesse meu rumo intocado como simpatizante dele. Barbaridade. Hoje, o Aécio, para mim, virou um cara deletério, político vulgar que conseguiu, com sua mise-en-scene me enganar por algum tempo. Decidi, portanto, que ele está fora do meu plano de vôo. 

 

Hoje, olho para o instrumentos do meu avião, tentando sacar qual é a do Dória. E vejo meu aviãozinho sacudindo, chacoalhando pesado, preciso segurar o manche com força e cuidado. Não sei mais o que pensar dessa pessoa, mas estou achando que entrei em um cumulonimbus, com ele, que costuma tirar o avião da rota e às vezes, derrubá-lo. Eu confiei no Dória, no começo. Fui naquela dele se chamar “gestor”. Agora o vejo vacilando no meio do temporal de raios do PSDB, cada dia mais “político”.

 

Acho que ele não é mais a pessoa à quem eu entregaria os controles do meu avião, indo cochilar um pouco. Tudo no Dória é conduzido de maneira pseudo clara. Sua figura não é de alguém que se pode olhar nos olhos, hoje mais parecendo com o de alguém culpado de alguma coisa. Charme demais, marqueteiro. Prevejo altas turbulências com o Dória. Talvez ele seja um segundo Aécio, como minha nonna costumava dizer: “por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento”. 

 

Vivemos em tempos de engano, todos vítimas dos espertos. Até ontem, o lula, anarfa e tudo, “povero, bruto e cativo”, por muitos anos levou o país pelo nariz. E até agora ninguém lhe acertou os cornos, acabando com sua raça . Culpa nossa, que não fizemos “correção de deriva” à tempo. O país hoje continua uma filial do inferno.

 

Tem um governador, no sul, que quer “entregar” minas de carvão aos chineses, por um preço ridículo. Olho nele. Mas eu mesmo, aqui, neste momento, esqueci o nome do espertalhão. Voando com esse infeliz, vamos bater num paredão, seguramente. Perda total e anúncios fúnebres. Descubra, por favor,  quem é o fulano e denuncie qual a manobra ele está armando para nos lesar.

 

Tem um dito popular que serve bem ao nosso momento: confiar, desconfiando. Credibilidade, hoje, vale mais do que ouro, vale mais do aquela dica do cavalo que vai ganhar o quinto páreo. Vamos fazer nosso vôo mais seguro, nos politizando e politizando os outros. Com mais informação segura. Sem sentimentos persecutórios - mas também sem rasgos de ingenuidade. Chega de sermos tratados como idiotas.

 

Falando nisso, não acredite em tudo que você lê no facebook. Ele anda cheio de armadilhas, enganações e surpresas: tem muita gente querendo nos derrubar. Lembre que ainda  estamos voando dentro de um CB.

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