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Re-União 2017

A lei e a realidade

September 19, 2017

 

Um dos assuntos mais polêmicos da atualidade é a Reversão Sexual, seja por terapias, ou tratamentos médicos. Causou polêmica amplamente divulgada (leia-se deturpada) pela Globo a liminar de um juiz federal liberando o tratamento terapêutico para a reversão sexual.

 

Este tratamento erroneamente chamado de "cura gay" tinha sido proibido em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia. Os profissionais que defendem esta terapia alegam que é uma censura à atuação do psicólogo. O juiz que liberou alega que não pode ser vedado ao psicólogo realizar uma orientação sexual , ou reorientação. Que não se pode proibir a  este atender àqueles que voluntariamente procurem uma orientação acerca de sua sexualidade, sob qualquer forma de censura.

 

O Conselho Federal de Psicologia reagiu violentamente criticando (assim como a "esquerda gay") alegando que tal tratamento não tem "embasamento cientifico" e nem resultados constatados.

 

Jean Willys, PSOL do RJ, definiu tal permissão  como "aberração jurídica "- estranha palavra para quem aparece nas redes sociais identificado como a própria "aberração humana" e que deveria ser submetido não a um tratamento de reversão sexual, mas psiquiátrico, devido a seus atos no Congresso...


Na realidade tal questão envolve outras mais sérias que as deste (desprezível ) deputado. Tais como:


-  A proibição de tal terapia não será restringir à liberdade cientifica, ou mesmo     do próprio psicólogo de orientação cuidadosa do paciente?
- Até que ponto esta orientação é "livre" e não sujeita a preconceitos contra a       opção  sexual  do  paciente?
- Quando  a Lei deve considerar tal cerceamento, ou tal tratamento um "abuso"?
- Como evitar que o "homossexualismo" ou o "lesbianismo" sejam tratados              como doenças?
- Em menores idade é válido "tratarmos", ou mesmo "cercearmos"  opções               sexuais ainda  não  definidas,  ou  mesmo  definitivas?
- E etc.


À Lei, ou seja ao juiz, cabe a interpretação de cada caso. Existem degraus ou níveis de desenvolvimento psicológico e intelectual a serem considerados no "paciente". Não acredito, por exemplo, que operações para mudança de sexo devam ser permitidas a menores de idade, com ou sem o consentimento dos pais, como querem alguns, como Willys. Muito menos que não se identificar com o seu sexo seja considerado pecado e sujeito a tratamento médico, como querem outros, não todos, evangélicos.

 

São radicalismos nos dois extremos.


Radicalismo devem ser evitados e com maior respeito ser tratado o ser humano na sua liberdade de escolha. Em cada etapa de desenvolvimento ele "digere' ou "metaboliza" experiências vividas formando a sua estrutura psíquica.


Abortar, ou deturpar este desenvolvimento é transgredir a liberdade de cada um, que deve sobretudo ser respeitada pela sociedade e pela Lei.


A sexualidade deixou de ser vista de modo irreflexo, sujeita aos " papeis sociais" e à moralidade convencional, ou à "ditadura" de uma religião.

 

Pode-se aceitar neste novo nível que o indivíduo busque em si às respostas, na razão e na sua consciência. Que ele tenha força bastante para apoiar-se nos seus próprios princípios,ou valores, na busca da sua identidade sexual. 

 

Isso exige amadurecimento e também proteção da Lei.

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