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Re-União 2017

A Resistência.

September 26, 2017

 

Li num relato sobre o Holocausto, a seguinte história: num campo de concentração nazista, uma longa fila de judeus estava sendo empurrada para dentro das câmaras de gás, sob golpes de chicote de arame farpado. 

Uma dessas pessoas era uma mulher bonita, atraente, ali, na hora de ir para a morte. De repente, curiosamente  ela começa a flertar com um dos guardas que faziam o controle da fila. Ele, atraído, se aproxima dela. Então a moça pega o seu sapato de salto alto, que tinha escondido nas costas e desfere um golpe forte no meio da cabeça do guarda. O salto fino se enterrou no cérebro do soldado e ela foi imediatamente abatida a tiros.

 

Penso nela, às vezes. A moça que matou o soldado nazista levou pelo menos um deles junto com ela. Admiro seu gesto, eu a homenageio pela coragem que nasce do tudo ou nada, quando as alternativas já acabaram. E em tantos outros lugares, judeus reagiram contra os nazis com cocktails molotov, garrafas de gasolina incendiadas, que botaram fogo em tanques e blindados alemães.  Usaram facas, porretes, o que podiam para levar morte aos nazistas. Entregaram suas vidas, heroicamente, para ajudar a livrar o mundo dos seguidores do psicopata Hitler.

 

Muita gente acha que os judeus se entregaram passivamente aos nazis. E isso não é verdade. Tem um livro chamado Judeus Contra Hitler, que destrói o mito da passividade judaica perante o nazismo, escrito por Benjamin Ginsberg.

As pessoas, qualquer pessoa, quando pressionada até a exasperação absoluta, devolve a violência na mesma medida, superando qualquer medo.

Por que lembro disso, agora? É que acho insuportável o massacre a que os brasileiros estão sendo submetidos pelos anos de corrupção e cinismo dos políticos – estamos esgotados de tanto ser explorados pela máfia petista narco-corrupto-cubano-comunista. Não estamos ainda como os judeus nos campos de concentração. Mas perigos graves nos rondam.

 

Não se enganem. Nossa situação, que não sinto necessidade de dramatizar aqui, está nos remetendo a um estado de quase beligerância desesperada. Uma guerra civil, talvez. Faltam líderes honestos para sair dessa situação infernal. Qualquer dia veremos uma moça estourar a cabeça de alguém, com o salto fino do seu sapato, liquidando um político muito conhecido, um burocrata ladrão, um juiz corrompido.

 

Será o estopim de uma revolução que, às vezes,  parece tardar demais.

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