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Re-União 2017

O debate sem fim

October 4, 2017

 

Parece estar longe do fim o debate sobre as "mostras e perfomances da vanguarda" esquerdinha e desmiolada.


A questão é muito velha, remonta aos anos 60, quando esse tipo de "performance"da transgressão, vazia de conceito mas cheia de pelados ou peladas executando malabarismos escatológicos começou a aparecer.


Assim, bem que os descerebrados de hoje, que ralam santa, gostaria de ser algum tipo de vanguarda.


Infelizmente para eles, não são.

 

Desde os anos 60 o mundo observa entediado ou irritado gente como a suíça Milo Moiré que enfiava "ovos" de tinta na vagina e os expelia sobre uma tela, criando uma imagem qualquer.
Naturalmente, a moça executava o malabarismo totalmente nua, o que era desnecessário mas...chamava a atenção.


A performance era chamada de PlopEgg, e foi classificada pelo crítico de arte do The Guardian como "absurda, gratuita, banal e desesperada". Isso em 2015.


Mas muito, muito antes, já nos anos 60 um alegre pintor americano fazia performances em New York com os pincéis enfiados no rabo, uma espécie de arte anal.
Muitos os imitaram, a partir daí.


Outros, como Dicklangelo (dick é uma gíria americana para o pênis), usaram o "grandioso" (segundo eles mesmos) pênis para fazer suas obras de arte, deixando mocinhas enrubescidas.


Prickasso foi outro que ficou relativamente conhecido por fazer exatamente o mesmo. Prick também é uma gíria relativa ao pênis.

 

Funciona como uma paródia. Algo como, no picadeiro de um circo, um palhaço fazendo graça fingindo que toca piano numa caixa de madeira para entreter o público.Por mais que se force, não há como entender que o palhaço TOCA REALMENTE PIANO.

 

E é isso exatamente que esses "performers"do nada querem enfiar goela abaixo das pessoas: a falsa afirmação de que a paródia, feita apenas para transgredir, é válida enquanto arte.


Não é.

 
Compará-la a espetáculos como Hair, por exemplo, cuja nudez chocou os espectadores, é desonestidade intelectual pura e simples. Porque Hair tinha contexto, e a nudez era justificada por esse contexto.


Os transgressores gratuitos funcionam inversamente: primeiro inventam algo que agrida e depois inventam textos mirabolantes para criar um conceito que jamais existiu.


A ideia básica: tempo debaixo dos holofotes da mídia.

 

Sem dúvida qualquer um tem o direito assegurado de poder cagar num palco e dizer que é arte. Isso é fato.
Desde que faça com sua própria grana, e não subsidiado pelo Estado.


Desde que não exponha crianças a esse conteúdo.


E, claro, desde que assumam que a maioria absoluta da humanidade, composta de cidadãos com discernimento, vai achar aquilo uma merda, e não como a "arte'"que pretendem.

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