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Re-União 2017

A guerra é inevitável?

October 14, 2017

 

Leio tudo sobre guerras. Vejo todos filmes de guerra. Quero descobrir onde se esconde o instinto de matança do ser humano. O que ele é? Vem de um passado atávico, de quando éramos canibais? Uma competição inconsciente por comida, lembranças de quando éramos errantes?  Uma disputa por hierarquia, a violência buscada pelo macho que precisa engravidar mais fêmeas para garantir sua linhagem? A necessidade neurótica de satisfazer a ânsia de poder, caprichos de vaidade e prepotência?

 

Reviro hipóteses, que descarto, na ânsia de me afirmar como civilizado. Penso: não preciso matar ninguém para me tornar vitorioso, só para sentir meu sangue correndo pelas veias e meu pulmão aspirando ar.

 

Mas invariavelmente não consigo apagar totalmente o impulso de destruir o outro - que também quer me destruir.

 

Quero eliminar os inimigos que envenenam meu território. Sei que meus inimigos também estão pensando igual, sabedores de minha existência.

É o jogo da disputa eterna, Abel versus Cain.

 

Agora mesmo estou em plena guerra. Tem o lula puxando para si um pedaço da carne,  que era meu. A matilha do STF aos rosnados, me expulsando para longe de minha comida. Os Renan, os Aécio, os Sarney roubando as frutas que colhi. 

 

Sinto cada político me rodeando e me mordendo numa perna, um braço, lobos testando as minhas forças. Cadê minha metralhadora Thompson ‘45, que foi 

tão útil contra os nazistas? Escrevo posts, me manifesto, participo de seminários, hangouts - mas nada que assuste o inimigo, fazendo-o recuar. 

 

Meus inimigos são cínicos: deputados, senadores, juizes, governadores, funcionários públicos, a imensa casta que recebe polpudos salários, até mais de 500 mil, enquanto a aposentadoria dos que pagam a Previdência não chega nem a 1.5 mil mil reais. Eles roubam, corrompem, não tem consciência social. 

 

Precisamos de uma guerra de verdade para zerar nossas desvantagens. Contra a urna eletrônica, à favor de uma Previdência justa, de uma revolução na política eleitoral, novos alinhamentos internacionais, um combate duro contra os narcotraficantes, o regime desumano da Venezuela, uma mudança profunda nas instituições da Defesa  e da Justiça...o diabo!

 

Temos que assaltar as ruas  em demonstrações-monstro, para provar nossa vontade. Não mais pagar impostos, se for nossa estratégia, exercer todos tipos de protesto, de desobediência civil. Não temos armas, que eles não deixam ter. 

 

Mas em outras eras, o ser humano enfrentou grandes animais predadores, empurrando-os com lanças para o precipício. Dinossauros caíram lá embaixo, para depois serem descarnados. Nosso DNA deve estar intacto, não faz tanto tempo assim, ele pode ser reativado no seu mais mais puro instinto de sobrevivência.

 

Vamos reagir?

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