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Re-União 2017

Falar é um ato revolucionário

October 17, 2017

 

Vejo por aqui muita gente frustrada acusando que nós só falamos...mas não fazemos nada. Eu não concordo com esse tipo de  desabafo que repete “precisamos tirar a bunda da poltrona” - carregando a frase com um ranço de auto-punição. Porque antes de fazer, deve vir, obrigatoriamente, o ato de pensar. 

 

E nós nunca pensamos tanto como agora, trocando chumbo pelas redes sociais. Estamos mais inteligentes, politicamente envolvidos, por dia, por hora.

 

Vamos tirando o atraso de muitos anos de alienação. Enquanto isso a água está esquentando na panela. Um dia ela vai ferver.

 

E ir pro pau...como?

 

Vendo a situação dramática da Venezuela posso entender como é difícil sair das algemas de uma ditadura fanática. O Maduro orquestrou tudo, montou um forte aparato de violência, subjugou as pessoas pelas armas, se acertou com Cuba, com os narcos, e censurou qualquer manifestação de inteligência se colocando frente ao povo como se ele fosse um deus vivo. 

 

Os milicianos matam nas ruas, sequestram, torturam...e o povo baixa a cabeça e se conforma com a violência que faz do viver um sofrimento. De certa forma eles estão mais avançados, politicamente, do que nós. Os protestos deles, de rua, provam isso.

 

Quanto tempo os venezuelanos vão se conformar em serem o burro de carga dos narcotraficantes? Veja que tudo está mais nítido, para os venezuelanos. Porque eles sabem quem é o seu inimigo. Mesmo assim, não podem fazer muito. A chance deles de mudança se alimenta mais da esperança do que da dura realidade. Os fuzis Kalashnicov ainda não mudaram de mãos.

 

Já no Brasil, nosso inimigo ainda está muito camuflado, disfarçado. Estamos aprendendo, é um longo processo. Fomos enganados de maneira extremamente sofisticada pelos traidores da pátria, que montaram  a armadilha ideológica e política da qual ainda não nos livramos. Estamos mais perto ou mais longe de uma solução que os venezuelanos? 

 

Até ontem nós nem sabíamos o que significava o globalismo. O Foro de São Paulo mais parecia um encontro universitário de políticos e intelectuais discutindo como buscar saídas para o Brasil dentro de uma perspectiva democrática. E o FHC e o lula... nem se desconfiava que eles fossem sócios do mesmo projeto socialista-comunista, seja lá o nome que se dá à estratégia de virar o Brasil de cabeça para baixo, apostando na politicalha e na corrupção.  

 

Estamos quase acordados, agora. Desarmados mas ainda temos papel higiênico sendo vendido livremente no supermercado. E carne, ovos, pão.

 

Daí, admitamos: não existem ainda as condições objetivas para uma virada de mesa, nas atuais circunstâncias. Nem temos lideranças para isso. Falar, portanto, é um ato revolucionário. No mínimo para preparar manifestações e discutir estratégias criativas de protesto.

 

O resto?... vem por gravidade. 

 

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