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Re-União 2017

Mais de Moro, ou Dallagnol?

October 25, 2017

 

Posturas e raciocínio diverso, mas com a mesma imbatível Honestidade.

Num debate promovido pelo jornal Estadão, o juiz Moro constatou que a Justiça humana é sempre imperfeita, devendo-se respeitar os limites da lei sem extrapolar.

 

Reconheceu a existência de críticas à prisão preventiva, mas defendeu o seu uso em alguns casos.

 

Lembrou que ele como juiz não é "dono da verdade", que a política não lhe competia, e que julgava os casos segundo as provas concretas produzidas nos autos. Concluiu que talvez se tenha esperado em demasia de uma operação judicial, mais do que poderia fazer...


O procurador  Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, teve uma postura mais política e agressiva. Afirmou que a tarefa agora não é mais coletar assinaturas, mas escolher senadores e deputados que tenham "ficha limpa". Que o projeto "10 Medidas  Contra a Corrupção", criado pelo MPF, propunha agora um projeto mais elaborado, defendido por várias organizações, com mais de cem medidas anti-corrupção. Que se deve usar este pacote como uma alavanca para transformações políticas, e a população deveria preocupar-se  mais com os deputados federais e senadores que elegeria, pois deles dependeria a lisura e honestidade da democracia. Do contrário seriam sempre os seus reféns.


A idéia é eleger um Congresso que aprove as mudanças necessárias e o combate à Corrupção, criminalize o enriquecimento ilícito e aumente as penas para "colarinhos-brancos". Regras que garantam à transparência do sistema, ataquem o coração da impunidade.


Ambos reforçaram o fato de que muitos não perceberam que a mudança depende única e exclusivamente da sociedade, da sua capacidade em fazer boas escolhas nas próximas eleições e que esta deveria ter mais consciência disso...


Na Itália, muitos dos acusados pela operação "Mãos Limpas" escaparam, poucos foram presos.

 

Agora sabemos que nenhum país consegue de fato acabar com o crime, mas acreditamos que a Justiça ainda deve ter este papel primordial. São necessárias medidas mais abrangentes, uma reforma na Constituição, isso se faz primordial. Como reformar se continuar a se eleger os mesmos canalhas por "alfabetizados" que mal escrevem o nome e votam, por apáticos e coniventes eleitores e se mesmo criminosos podem ser reeleitos?

 

Ou ainda mais se o voto é fraudado,  e muitos outros  "se" inesgotáveis?
No fundo "Cada povo deve ter o Governo que merece?!" pois foi ele quem elegeu?!


Vamos lutar para termos um governo democrático, honesto e eficaz no combate à Corrupção vigente.

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