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Re-União 2017

100 anos da Declaração Balfour,o alicerce do surgimento do Estado de Israel

November 2, 2017

 

Neste dois de Novembro comemora-se o centenário da Declaração Balfour, uma carta enviada pelo então secretário britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, dirigida ao Barão Rothschild, líder da comunidade judaica do Reino Unido, para ser transmitida à Federação Sionista da Grã-Bretanha, considerada o alicerce para o surgimento do atual Estado de Israel.

 

 

 

A Declaração Balfour, divulgada vinte anos após o primeiro congresso mundial sionista, liderado por Theodor Herzl, foi o primeiro movimento de um governo na era moderna que vislumbrou a fundação de um estado para os judeus de forma realmente viável nas terras onde sempre estiveram presentes apesar do

exílio imposto pelas sucessivas invasões.

 

A Declaração Balfour previa um estado também como local de refúgio para os judeus que sofriam por séculos de perseguições. Tivesse Israel sido criada antes da segunda guerra e milhões de vidas humanas judias teriam sido poupadas.

 

 

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, com a derrota dos Otomanos e a vitória dos aliados da Tríplice Entente, a região do Oriente Médio coube à ingleses e franceses. O que hoje são os atuais Líbano e Síria ficaram sob o mandato francês e os atuais territórios de Israel, Jordânia e Iraque sob o mandato britânico.

 

Em 1917 a Inglaterra estava profundamente envolvida com a Primeira Guerra Mundial, o tempo dos impérios acabando e percebeu a necessidade de devolução daquelas terras para seus antigos habitantes. Esse gesto anti-imperialista previa o retorno de terras para árabes e judeus. Todos os países da região foram criações artificiais, muitas vezes sem a observação das divisões tribais e sectárias que há no mundo árabe, o que explica em parte os conflitos que vemos se arrastando até os dias de hoje. De todos os países daquela região, apenas Israel já tinha sido uma nação-estado por mais de 1000 anos, desde a época do Rei David até a destruição do segundo templo pelos romanos no ano 70 da era comum. 

 

Foi nesta época que surgiu o termo palestina, oriundo dos filisteus, um povo que viveu onde hoje é a região de Gaza, e foi usado pelo imperador romano Adriano no século II com a finalidade de tentar anular a identidade judaica dos habitantes do Reino da Judéia, por ele conquistada.

 

O paradoxo dos ingleses foi ter sinalizado com a intenção da criação de um estado judeu e ter batizado a região como “Mandato Britânico da Palestina”. Mais sensato e historicamente correto seria um “Mandato Britânico da Judéia”.

 

 

 

 

Inicialmente a Declaração Balfour previa o que hoje são Israel e Jordânia para os judeus, e o que hoje é o Iraque para os árabes. Diante da recusa árabe o “Mandato Britânico da Palestina” foi dividida. Meio a meio?

 

 

Não.

 

 

Os árabes ficaram com 75%, denominada Transjordânia (atual Jordânia), e os judeus com 25%, denominado Israel e que inclui o território em disputa chamado atualmente de Cisjordânia, ou Judéia e Samaria, como preferem os judeus.

 

A Partilha da Palestina, proposta pela ONU em 1947, previa um território ainda menor para os judeus, aproximadamente 14% do que aquele inicialmente proposto por Balfour.

 

 

 

Traumatizados pelo holocausto recém ocorrido, os judeus aceitaram mais uma vez uma redução nas terras para seu país. E, mais uma vez, os árabes não concordaram, o que veio a ocorrer mais algumas vezes nas negociações de paz desde então.

 

Quando na próxima vez você escutar o termo “territórios ocupados” pela mídia mainstream, vale se perguntar: territórios ocupados por quem?

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