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Re-União 2017

Doria, um produto na prateleira.

November 2, 2017

 

O Doria veio do mundo da comunicação. Nestes últimos anos ele teve um programa na TV onde “entrevistava” empresários e homens de negócio. Seu papel era o de  levantar a bola para o entrevistado vender seu business.

 

Puro merchandising. 

 

 

O outro lado do negócio era organizar convenções, convescotes de empresários, para que eles  trocassem figurinhas entre si. Sempre funcionando como um intermediador entre os caras do mercado. Não afirmo que o Doria fosse um office-boy do mundo dos negócios. Mas dizer isso não seria uma inverdade.

 

E ao entrar na política, colocado no colo pelo Alckmim, a idéia era criar um personagem que respondesse ao que o povo queria, via pesquisas: para prefeito um cara honesto, trabalhador, que não estivesse envolvido em maracutaias. O Doria era o produto de consumo perfeito, na prateleira, capaz e engravatado, falando um bom português. O oposto do figurino pt e sua trempa de bandidos.

 

A campanha de lançamento do produto foi perfeita. Sucesso na eleição.

 

Mas... que alternativa tínhamos? Haddad? Depois veio sua campanha de sustentação. O Doria mostrado intensamente com um vassourão na mão, ele pintando paredes, sempre acompanhado de um sujeito que ia na sua sombra, o Covinhas, um gordinho tímido e sorridente. Agora nosso vice-prefeito. 

Não conheço dele uma simples idéia que ganhe minha atenção e respeito.

 

E o Doria começou a ganhar presentes de grandes grupos, que contribuíam com iniciativas beneméritas para trazer benefícios à cidade de São Paulo. Desconfiamos, mas...ficamos à espera do que iria acontecer, sempre pensando naquela frase “There is no free lunch”.

 

Mas o “gestor” tinha conseguido sucesso e todo mundo queria tirar um selfie ao lado do garoto prodígio. 

 

E agora ? Agora o Doria começou a naufragar. Ele tirou seu macacão de gari e surgiu o caixeiro-viajante, vendendo coisas do Brasil, não se sabe o que. Para quem. E por quanto. 

 

Trombou depois com o padrasto Alckmim e o psdb. Depois deu marcha ré. E presentemente tenta a criar a imagem de um legítimo anti-Lula. Fraquinho e com tiradas gastas, sem clima, deixando claro sua intenção de surfar uma nova onda, só isso.

 

O Doria hoje desaponta muita gente.

 

Vai ter que se re-inventar. Não com jogo de cena, figuração, demagogia. O povo está cabreiro, desconfia que foi vítima de propaganda, outra vez - e isso é mortal.

 

Um bom problema para o Doria-marqueteiro resolver. Conseguirá?

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