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Re-União 2017

A fatalidade do salário baixo e a justiça

November 3, 2017

Por desesperança mesmo, existem alguns assuntos que evito ao escrever.

 

A violência que nos assola todos os dias, por exemplo, banalizada e transformada em lembrete, nota que será esquecida no dia seguinte.

 

As vítimas se acumulam, carimbadas por nosso inconsciente já imune a elas como pessoas que tiveram o azar de topar com uma "fatalidade".


No momento em que se comenta a triste atitude de uma Ministra dos Diretos Humanos, que considera 33 mil o salário de uma "escrava", e pleiteia o dobro, apesar dos privilégios que tem além do salário, como jatinho, carro com motorista, etc, é necessária uma reflexão.


Mais do que uma reflexão, uma constatação: o de que essa ilustre senhora nada faz, em seu cargo, que ajude os cidadãos deste país ou contribua para a diminuição da violência.
Distante do que o nome significa, os tais "Direitos Humanos" defendem bandidos e ignoram suas vítimas.


Não tem nada de Direitos Humanos.

 

Senão, vejamos: na quarta feira passada, uma jovem de Minas foi assassinada e provavelmente estuprada por um fugitivo do sistema prisional. 
Kelly Cristina tinha 22 anos e era radiologista.
Seu erro foi marcar uma carona pelo whatsapp com um desconhecido e sua namorada. Era uma armadilha.


O assassino confesso, Jonathan Pereira do Prado, estava foragido desde março da Penitenciária de São José do Rio Preto. Não voltou de uma saída temporária.

O assassino tinha passagens por furto, roubo, estelionato, extorsão, ameaça, lesão corporal e uso de moeda falsa.


A pergunta inevitável: o que esse lixo fazia nas ruas?

Porque foi beneficiado com a tal saída temporária, claramente um erro cometido e repetido pela justiça sem parar neste país?

 

Essas perguntas devem ser feitas à Ministra Luislinda.
Que não as responderá, evidentemente, interessada na grana de seu holerite.
Responderá menos ainda pela pobre moça inocente, assassinada e em breve apenas mais um número nas estatísticas.


A triste morte dessa menina será em vão, provavelmente, como milhares de outras, enquanto existirem no mundo pessoas e ministros como Luislinda.

 

A nós, resta registrar e lamentar. Mais uma vez.
A situação é insustentável, registro histórico de uma inversão cruel e suja dos valores mais fundamentais em que poderíamos acreditar.


É o apodrecimento da justiça.

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