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Re-União 2017

Mudar é fácil,difícil é melhorar

November 9, 2017

Já foi o tempo que mudar significava melhorar.

 

Mudar hoje é sinônimo de piorar, porque para a maioria daqueles que detém o poder nas empresas e na política, mudar é reduzir custos, trocar quem sabe fazer por aquele que só sabe mandar, é colocar em posições estratégicas, uma pessoa somente porque ela é minha amiga ou porque sabe falar na gíria dos barbudinhos do politicamente correto, ou simplesmente porque o meu "coacher" falou que tenho que por mais mudança nas coisas.

 

Nas cabecinhas liberais democratas do mundo business de hoje, mudar  é substituir a experiência e o que funciona por uma aventura sonhadora escrita nos livros das universidades de negócios, onde a maioria dos professores possuem atração quase sexual por Marx, Fidel e Chomsky e enxergam o livre mercado e a produção como algo nefasto para a sociedade. Como hoje a universidade virou bastião do esquerdismo e se empenha em sabotar o sistema, procura formar administradores cheios de auto confiança e discurso perfumado, mas vazios na difícil arte de administrar, para assim, aos poucos, destruírem o mercado.
 

A mudança quando promovida sem conhecimento de causa é como tomar café com leite de soja e achar que está na vanguarda da inovação, como o "pseudo-sábio" doceiro que citei em um comentário anterior, que fez brigadeiro com bacon e o chef da padaria que misturou atum com presunto no sanduíche e levou dezenas de clientes ao doloroso mundo da intoxicação alimentar.  

Isso é a prova que inovação e mudança nas mãos de inexperientes (ou mau intencionados) é uma arma carregada, apontada para a cabeça do consumidor, que no fundo é muito mais tradicionalista do que diz na pesquisa do IBOPE.
 

Em um país que abundam os "administradores do Fantástico", é natural que todos almejam mudar, mas o que se tornou escasso no mundo corporativo não é a mudança, mas a SENSIBILIDADE DE MANTER AS COISAS BOAS EM FUNCIONAMENTO, porque nem sempre o cliente está disposto a substituir aquilo que ele se acostumou e aprecia, por uma mudança que nada tem a ver com seus hábitos. O cliente quer o que é bom, ele paga pelo que funciona para ele e não para o que é bom para a empresa ou para a mesa da diretoria, que só enxerga números em planilhas e dividendos para os acionistas.

 

Se o cliente buscasse diariamente uma nova experiência, ele estaria trabalhando em um circo, a cada semana em uma cidade diferente. Prova que mudança nem sempre é algo que traz benefício está na nossa política. Mudamos de governantes a cada quatro anos e até hoje o que vemos é incapacidade, corrupção generalizada e um descompasso imenso entre sociedade e Estado porque as coisas mudam mas nunca melhoram.

 

Vou ser honesto com vocês: Eu não quero mais mudar, não aceito mais mudança que não seja melhoria. Se for para mudar apenas para satisfazer uma agenda de egos e vaidades, prefiro deixar as coisas do jeito que estão. Quero o pão com o mesmo sabor que eu encontro a 20 anos, porque já experimentei todos os outros e foi desse que eu gostei mais. Quero ouvir o timbre do meu velho aparelho de som britânico, porque eu já tive de todas as marcas e foi dele que eu gostei mais. Desejo ver o Brasil crescendo e prosperando porque já conheci a pobreza e foi da prosperidade que eu gostei mais.

 

Bem dizia a minha avó, que nunca se formou na universidade mas detinha um conhecimento profundo das coisas e foi dela que eu ouvi uma das mais sábias frases do mundo da excelência empresarial: “Bonito, bom e seguro: morreu de velho". Quer prosperidade nos negócios e fidelidade dos seus clientes? Pare de mudar e comece a melhorar, pare de trocar o certo pela aventura, porque foi o certo que te trouxe até aqui enquanto a aventura fez mais vítimas do que heróis.

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