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Re-União 2017

A moda é ser politicamente correto

November 13, 2017

 

 

 

 

Você, estrangeiro, vai andando por Nova Iorque e de repente um rap explode nos teus ouvidos.

 

Pior do que sirene de ambulância, bombeiros e polícia, tudo junto. Você olha espantado e vê um  carrão com as janelas abertas, o volume do rap no máximo. Os outros, americanos andando por ali, nem mais olham.

Eles sabem quem está no volante: ou é um negão ou um porto-riquenho se exibindo.

 

My God, por que fazem isso? A hipótese mais caridosa é que eles querem que todo mundo ouça a preciosidade que estão tocando.

E estão decididos a afinar o bom gosto das outras pessoas, principalmente os branquelos.

 

A outra possibilidade é que querem expor sua “máquina”, o carrão brilhoso. Normalmente dá para sacar rapidamente quando o cara é traficante de drogas. Grana fácil, com o fulano se “achando”.

 

Minha reação, nesses casos, é resmungar “...que filho da puta!” Mas também pode ser que diga “...só podia ser preto, mesmo!”. Ou o figura é um evidente porto-riquenho. Preconceito, o meu? Não… mas Conceito. Porque minha orelha já foi estuprada mil vezes e eu sei quem está me sacaneando.

 

Aqui no Brasil, tem outro problema de ruído explosivo: as motos com escapamento aberto. Para esses ases da velocidade eu tenho uma observação já pronta. Digo para mim mesmo “esse cara deve ter pau pequeno”. E dou risadas à socapa, que nem o Mutttley, o cachorro do desenho animado. 

 

É o preço de viver em cidade grande. Quando um rapeiro  comete uma violência dessas contra os meus ouvidos, eu paro, olho fixo para o cara e pronuncio claramente, para ele entender, sílaba por sílaba, escandindo minhas palavras, e digo: fi...lho...da...uuuuta! Não precisa nem do P.

 

Já ouvi de volta o sujeito gritar “...ô velho senil!”. Ou “ocê fugiu do asilo, seu?” e depois sair acelerando mais forte ainda. Mulher também, quando me fecha ou busina histericamente, também olho para ela, balançando a cabeça e penso:“...só podia ser mulher.”

 

Xingar é ruim? Não, xingar é ótimo porque desafoga o espirito. É terapia. Ou vingança, pode escolher. A outra possibilidade é ir pro pau, partindo para a guerra, com uma chave de fenda nas mãos. Não dá. A melhor hipótese é  você praticar meditação, tomar chá de erva cidreira, voltar-se para o budismo, ou rogar por saúde mental, numa igreja. Vale também ficar definitivamente surdo para não se tornar um homicida do trânsito.  

 

Então, Wilian Waack, reconheçamos que o mundo tá difícil. Você foi traído por dois afro-descendentes ressentidos, te acusando de preconceituoso. Ganharam seus cinco minutos de fama regulamentares. Tudo bem. Mas eles vão continuar na merda e você não. A Globo nunca vai te vencer, garoto. E vamos repetir juntos: que... se... fodam... os inimigos. 

 

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