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Re-União 2017

Mulheres de malandros

December 4, 2017

 

Quando passo a pensar no comportamento de uma grande maioria da sociedade brasileira, o comparo a mulheres de malandros que aceitam os abusos e à vassalagem, pagam as contas e estão sempre prontas a se submeterem aos vícios e caprichos de quem as explora.


Da mesma forma que estão sempre prontas à solidariedade, em momentos de desastres patrocinados pelos caprichos de nossa mãe natureza, continuam a perpetuar a cegueira de sua pobreza de espírito. Nossa maior miséria. 


Quanto mais o tempo passa, mais a nossa sociedade espelha a sua indiferença às mais importantes e estratégicas tomadas de decisões que possam influenciar no futuro de nosso País.
Com o decorrer dos anos nos aprofundamos na dependência de nossos ineptos representantes eleitos, frutos de nossa esdrúxula estrutura pública. Os elegemos e logo em seguida os vemos de costas às mais prementes necessidades que assolam este País. Fazem de seus cargos públicos seus meios de vida e mancomunados com desqualificados empresários exploram os meios antiéticos para a sua permanência no poder e no mando.


Recentemente, quando assistimos o sorteio dos grupos da copa a ser disputada na Rússia, nos vangloriamos em não cairmos na chave da Alemanha. Adiarmos nossos desafios é uma constante, como se prevendo um revés seríamos, junto à opinião pública, uns derrotados.

 

As notícias que, em tempo real, percorrem o mundo já nos condenam aos mais desprezíveis índices estatísticos. Um País que teve todas as oportunidades de se destacar como uma potencia mundial, hoje, amarga as sagas de um contumaz derrotado. 


Uma sociedade incapacitada de se desatrelar das correntes que arrasta, ou é incompetente ou é burra. Bastaria copiarmos os exemplos de sucesso externo que hoje explodem aos nossos olhos.
Desde o extrativismo que fomos vítimas de nossos colonizadores, até hoje, colecionamos novas correntes que impedem nosso desenvolvimento e a melhoria em nossa qualidade de vida.


Culpados? A grande maioria de nossa sociedade o é e, lastimavelmente, ainda não se apercebeu.
 

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