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Re-União 2017

STF e adjacências

December 4, 2017

A mídia virtual é céu e inferno ao mesmo tempo. Pegue o Face, por exemplo. Eu comecei timidamente a desafiar o Lewandovski, anos atrás, quando o STF ainda parecia um edifício envidraçado de 250 andares com juizes togados discutindo lá coisas importantíssimas num dialeto jurídico fora da compreensão dos comuns mortais.

 

Escrevi então um post crítico no Face, desafiando a autoridade do Lewa de me mandar prender por eu não aceitar algo ameaçador dito por ele. Nem me lembro direito o que foi. 

 

Mas considerando as circunstâncias pensei em preparar uma maletinha com uma muda de roupas e coisas de toalete, no caso de emergência. De repente vou em cana, pensei. Mas aos poucos o STF foi-se abrindo, deixando de ostentar toda aquela imagem de grandeza. Mais e mais posts começaram a pipocar, colocando as pessoas cada vez criticamente frente às decisões daquele Supremo Tribunal Federal. Ou simplesmente STF, como a Corte foi vulgarizada, para fins práticos. 

 

E começamos a enxergar, como o Sistema guindava seus juízes a tão excelsas posições. Os podres do STF já apareciam, cada vez mais claramente. O jogo político parecia então se impor, se sobrepujando às necessidades de Justiça. No fim ficou claro que  os meritíssimos juízes eram nomeados politicamente. Logo, pareceu lógico que eles defendessem os personagens que os haviam promovido para chegarem onde chegaram.

E como nossa política é podre, o STF virou um câncer em metástase aos olhos cada vez mais exigentes da população.

 

Hoje, chamam o STF de “puxadinho do PT”. Cada juiz ficou conhecido pelo apelido, nem sempre elogiativo, como se fossem jogadores de um time de de várzea. E o STF virou a FIFA da corrupção, com todo mundo esperando que um Havelange daquela Corte de Justiça venha um dia a ser preso e colocado num camburão, como aconteceu com o dirigente futebolístico. Resumindo: o STF se transformou numa entidade desrespeitada. E inútil, os cidadãos pedindo pela mídia virtual que os meretíssimos fossem despedidos sem aviso prévio.

 

Mas essa mídia virtual também desaponta - e muito. Porque ela parece um trem que vem em alta velocidade e de repente um funcionariozinho qualquer decide puxar uma alavanca que muda a posição dos trilhos.

E todo nosso entusiástico apoio a um projeto, uma ideia, acaba indo para Garanhuns, ao invés de chegar à Brasilia. As urnas eletrônicas, por exemplo.

 

Isso prova em definitivo que não somos tão poderosos assim. Nossa “opinião pública” é passível de ser manipulada pelo poder da grana, dos políticos e pelas manobras dos que pagam e recebem via corrupção.

 

E enquanto seguir tudo assim, nunca haverá uma verdadeira Justiça no Brasil. E sem Justiça nos transformamos numa assembleia de ratos, sem que nenhum de nós tenha a coragem cívica necessária para colocar um guiso no rabo do gato.

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