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Re-União 2017

Crítica do filme – Kingsman: Serviço Secreto

December 11, 2017

 

O filme Kingsman: The Secret Service foi lançado em 2015 e chegou ao Brasil com o nome “Kingsman: Serviço Secreto”.

 

O enredo é sobre como se cruzaram a estória de um rapaz pobre, um agente secreto e uma organização secreta numa sinfonia caótica e perfeita. Gary Unwin, apelidado de Eggsy, perdeu seu pai ainda criança. Seu pai estava a serviço da Kingsman e deu sua vida para salvar o amigo Harry Hart, o agente Kingsman de codinome Galahad. Harry entregou uma medalha de honra ao mérito à mãe de Gary e lhe forneceu um telefone de contato para uma eventual urgência. Eggsy cresceu, se tornou um jovem problemático, entre o consumo de drogas e más amizades vive com sua família desestruturada. Gary se mete em problema sério com a lei e será condenado à prisão. Do outro lado do mundo, durante uma investigação às operações de Richmond Valentine, um bilionário globalista motivado pelo aquecimento global com planos de redução populacional, o agente Lancelot morre em ação e a agência abre uma vaga na Kingsman. O jovem problemático finalmente usa o telefone fornecido por Galahad que aparece em seu socorro e lhe oferece um novo caminho: tornar-se um agente da Kingsman. Valentine tem um plano: fornecer chips de celular gratuitos para uso de telefone e internet sem limites, sem custo e sem prazo de término e conta com a proteção de Gazelle uma mulher de pernas protéticas com habilidades de luta impressionantes. Para salvar o mundo a Kingsman contará com seus agentes que terão um caminho de muito esforço e riscos no confronto com Valentine, Gazelle e com todo o exército mercenário poderio bélico. Além do que, Gary não só tem muito a aprender, como ainda terá um treinamento que o levará ao limite para superar.

 

O roteiro é veloz, tem ritmo e não deixa faltar nenhum informação para um raciocínio linear.  Os temas são a importância da figura do pai, o exemplo admirável e inspirador que Harry causa sobre Gary desde o primeiro contato. No desenho da alma de Gary demonstra como a ausência de propósito desvirtua qualquer pessoa: fornecido um propósito a vida torta não cabe mais no cenário.

 

Politicamente o roteiro é avesso ao discurso de luta de classes, o vilão é podre de rico com discurso globalista de redução populacional e aquecimento global, também oferece um plano de socialização da internet. Curiosamente o político aliado é republicano, o que é muito contraditório, pois tais planos são declaradamente democratas. O grupo violento está na igreja e um tremendo espantalho de preconceito é montado. Associar os ideais democratas aos republicanos é a grande mentira do filme, é marxismo cultural e demonstra que o autor ou é mau caráter, ou analfabeto político.

 

A fotografia usa um conjunto de cores vintage mas o trabalho é meramente informativo. A música é rock pop e o clássico orquestrado que lembram o 007. A edição é um trabalho preciso mas não chega a ser artístico.

 

O elenco é muito bom. Os destaques são para Taron Egerton como Gary “Eggsy” Unwin, que foi muito convincente. A estrela para mim é Colin Firth como Harry Hart (Galahad), o sujeito mergulha no personagem como ninguém. Sofia Boutella como Gazelle é sensual e cruel, é fantástica. Samuel L. Jackson como Richmond Valentine é divertido.

 

A direção consistiu em orquestrar essa equipe de talentos e revelações que no final das contas entregou um bom trabalho.

 

A produção contou com um orçamento de US$ 81 milhões e alcançou uma bilheteria de US$ 414 milhões, um sucesso sem dúvidas. O filme foi indicado para 33 prêmios dos quais ganhou 7.

 

Tirando o marxismo cultural que culpou os republicanos por ideias democratas, as ideias do roteiro que não foram políticas são boas e toda equipe técnica foi excelente.

 

Uma nota 7,5 é justa.

 

Trailer de Kingsman

 

 

Ficha técnica de Kingsman

 

Ano 2015

Duração 129 minutos

Produção  Matthew Vaughn, David Reid, Adam Bohling

Direção  Matthew Vaughn

Roteiro  Jane Goldman, Matthew Vaughn

Baseado em The Secret Service de Mark Millar e Dave Gibbons

Fotografia  George Richmond

Música  Henry Jackman, Matthew Margeson

Edição  Eddie Hamilton, Jon Harris

Elenco  Colin Firth, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Taron Egerton, Michael Caine

Orçamento / ReceitaUS$ 81 milhões / US$ 414.351.546

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