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Re-União 2017

O livro que Jesus escreveu

December 14, 2017

 

O livro se chama “Cartas de Cristo”, a Consciência Crística Manifestada (em maiúsculas) e me foi dado por um amiga. Ela nada crente. Por isso mesmo achei o presente estranho. Nem tive vontade de abrir, esquisito o Cristo nos escrever um livro. Primeiro porque ele morreu, há 2.000 anos. Depois, com tantos meios de comunicação para falar conosco, logo um livro? Com Deus ajudando, ele poderia falar em rede mundial, com todas as emissoras ligadas ao mesmo tempo, conectadas em milagre.

Ou se comunicar dentro da nossas cabeças, sem precisar usar palavras.

Jesus teria poder para mudar nossa consciência à sua vontade, teoricamente, e nos ensinar de modo mais direto. Mas um livro? Achei démodé, pouco prático. 

 

Mas em homenagem à minha amiga, deixei o livro na mesinha ao lado da cama. De vez em quando abria suas páginas ao acaso, lia meia dúzia de linhas e ia dormir. O “Cartas de Cristo”, explica sua orelha, foi ditado a uma mulher, agora com 92 anos. Essa senhora, que é chamada de “canalizadora”, levou 40 anos de contato com Cristo para “desprogramação e instrução”. Para mim, parecia coisa de ficção científica. Um gibi do bem, digamos. Enfim, a senhora canalizadora teve suas perguntas respondidas quando andava, angustiada, pelas colinas de sua fazenda, implorando ao universo que lhe fossem dadas respostas, explica o editor do livro.

“Quem era Jesus e o que ele realmente ensinava? Qual a verdadeira natureza de Deus?” 

 

Essa mulher vive em reclusão, poucas pessoas sabem quem é, imersa em sua anonimidade. Resumidamente, no livro, Cristo promete: “As Cartas tem a intenção de trazer a iluminação ao mundo em geral e capacitar a humanidade a construir uma nova consciência durante os próximos 2 mil anos. Estas Cartas são a semente da futura evolução espiritual da humanidade”. A promessa me pareceu, no mínimo, atraente.

 

Então entrei nessa de dar uma oportunidade a esse Jesus escritor. E estou fascinado. Jesus fala de si e de sua história, explicando como o conhecimento de sua obra foi desviado do sentido original de suas palavras. Ele trata de convencer não por rezas, mas por apelos racionais, lógica. Fui achando interessante o livro. Para mim, já rendido, acho que essa leitura está me transportando para um novo patamar espiritual. 

 

Jesus não precisa de mim para ser convincente. Portanto, fico por aqui. Cada um tem seu momento para iniciar uma busca pessoal em que a morte deixe de ser o fim. E que o presente se torne mais pleno.

 

Ao ler o “Cristo” parece que estamos abrindo um daqueles catecismos de capa madrepérola de nossa infância e subitamente somos assaltados pelas velhas palavras impressas nele. Lá, todo o conhecimento das religiões e dos Mestres está disponível.

 

Minha sorte, acho, vem de que nestes momentos de agora, tenho a intenção de me deixar impregnar pelo sentimento de fazer parte do universo, em amor, sem nenhuma pré-condição.

Se há um caminho para essa Verdade, estou disposto a trilhá-lo.

Que assim seja.!

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