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Re-União 2017

Disney e Fox juntas...

December 15, 2017

 

É muito, mas MUITO mais complexo do que parece numa primeira olhada. Primeiro porque são duas empresas completamente diferentes, com filosofias diferentes, e não se muda uma estrutura organizacional de décadas de uma hora pra outra.

 

Ainda que a Fox esteja cansada, e a Disney com mais gás, uma carregar a outra no ombro à essa altura da guerra pode ser fatal para ambas.

Tudo pode ficar mais lento e complicado. Se acontecer, de fato, pode derrubar o mercado como um todo, porque é sinal assumido de crise e, pior, que não é financeira. Dinheiro aqui não é problema, as duas empresas tem de sobra. Trata-se do destino da administração de marcas e do esgotamento de um modelo, algo muito mais sério e profundo.

São valores muito altos para especulações de curto e médio prazo.

 

O jogo é outro e a maioria dos mortais não tem idéia do que rola numa negociação dessas. Acreditar que a Disney dará as cartas o resto da vida porque tem Pixar, Marvel, e Star Wars, na manga é ingenuidade e falta de conhecimento da história do negócio. Não se iludam: ninguém ali está pensando no próximo "Deadpool" ou no reboot do "Quarteto Fantástico" ou mesmo na volta de um "Duro de Matar".

 

Isso é o que vai para mídia, é o pão e circo dos nerds. Há um problema bem maior por trás, algo que requer um planejamento mais amplo, tentando driblar uma crise mais do que prevista e, a princípio, sem saída.

 

Dando a real de vez: se o atual modelo de negócios segurar as pontas por mais meia década é muito. Ambas sabem disso. A raposa ouviu o barulho da fonte secando e deve querer sair com o bolso cheio antes que tudo acabe. A Disney vai segurar as pontas até o último minuto, já que investiu mais pesado do que qualquer outra.

 

Todos sabem que a casa do Mickey já comprou o que podia comprar, que não tem mais para onde crescer, mas precisa mostrar avanço e não há gente criativa o suficiente para segurar o gigantismo aventado.

O lucro de hoje não garante o de amanhã e acionistas sabem disso. Sem contar que o streaming está aí, comendo pelas beiradas o lucro de cada dia, e ninguém tem idéia de como o mercado se assentará.

 

Apesar de não parecer, ambas as empresas estão no mesmo beco sem saída da indústria do entretenimento. Pode ser menos glorioso do que parece e mais desastroso do que se possa imaginar.

 

Meu palpite: as duas se abraçarão no tsunami e sobreviverão, porque isso é o que sempre acontece. Mas a contagem de corpos após a passagem vai assustar.

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