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Re-União 2017

O Brasil é pequeno até quando é grande

December 28, 2017

Formou-se no Brasil o hábito do interesse.

O interesse criado e amadurecido no objetivo único de não fazer nada a favor do Brasil.

É fácil compreender o Brasil, nossa história não nega que os brasileiros que formam a santíssima trindade, Legislativo, Executivo e Judiciário desconhecem o que é Santidade.

 

Logo vem à mente que exagero pois há alguns que se salvaram na história, mas se salvar não salva o Brasil. Acomodar-se na virtude não é virtude. É egoísmo também.

 

Para que a virtude prevaleça é preciso que grite alto, mais alto que a desonra. Falar baixo é se misturar com os leprosos que estão no poder. Chegamos num ponto em que não há mais esperança, o hábito do poder fez do Brasil uma Nação terminal. 

 

Não é nenhum exagero dizer que o Brasil já foi destruído e precisa se reconstruir. E a única solução não virá da "santíssima" trindade. Não temos mais uma Nação livre, todos nós estamos sob domínio de uma ditadura muito bem sedimentada no seu egoísmo, no hábito do interesse de cada Partido, de cada líder de quadrilha. Pensar em uma solução sem intervenção das Forças Armadas é deixar a virtude de lado e se misturar com os interesses de figuras ditatoriais que se colocam acima da Lei e da Justiça. Com o único objetivo de destruir o Brasil em causa própria.

 

A introdução foi apenas para chegar a um exemplo cristalino do que é o Brasil. O que poderia ser uma potência mundial é, ao contrário, pequeno até quando é grande, ou onde é grande. Quem trabalha para destruir o Brasil acaba deixando grandes rastros de prova. E o maior está no setor onde o Brasil é primeiro mundo e ao mesmo tempo de quinto mundo. Nossa agricultura atingiu o patamar de produção que coloca o Brasil como um país desenvolvido na produção de grãos, nem preciso falar na produção de carnes. Mas como diz um velho e sábio ditado irlandês, "toda virtude merece ser punida". Na verdade o ditado diz "toda boa ação deve ser punida", precisei adaptar. Nossa Nação é uma Irlanda no sentido mais literal, dois pontos.

 

O Brasil produz mas não tem como escoar sua produção agrícola.

 

Em cada lavoura de dezenas de milhares de hectares deveria haver um armazém. Não há. Deveria ter um secador de grãos. Não há. Os armazéns existentes são de propriedade de multinacionais, Cargil e Bunge controlam o mercado, porque possuem armazéns nos portos. O brasileiro produz e tem que se submeter às multinacionais. Os produtores brasileiros que exportam diretamente para o destino perdem até duas semanas na fila de desembarque nos portos. A fila dos caminhões chega a 120km, vou repetir, 120 km até chegar ao navio e desembarcar nossos grãos. Quem consegue desembarcar em uma semana volta feliz pra casa. As multinacionais não perdem esse tempo porque seus produtos já estão estocados no Porto e têm o privilégio do embarque.

 

Conversando com um amigo produtor, homem do campo, ele me informou que 90% da soja brasileira seca "no lombo de caminhão", termo que ele usou. Em décadas de desenvolvimento agroindustrial o produtor brasileiro chegou ao topo mundial, mas não tem nenhum apoio do governo para a logística necessária, nossas estradas são horríveis, sem manutenção.

 

Com mais ou menos um bilhão de dólares o Brasil teria construído armazéns nos portos de Santos, Paranaguá, Santarém e Porto Velho, os portos por onde nossa produção é exportada. Dividem um bilhão de dólares em investimentos anuais durante trinta anos, uma mixaria perto do que roubaram nossos políticos nos últimos 15 anos. Uma mixaria.

 

Com um investimento anual bem menor do que Dilma Roussef e o PT roubaram da Petrobras na compra fraudulenta da refinaria de Pasadena o Brasil estaria deixando de perder dez porcento da produção agrícola por deficiência de logística. Ou seja, o Brasil já perdeu muito mais do que o investimento necessário para não ter perda nenhuma.

 

Não adianta o Brasil se desenvolver por um lado e continuar nas mãos de leprosos habituados a destruir nosso país. A China já descobriu a deficiência do Brasil, deficiência que nenhum governo fez a mínima para corrigir.

 

Roubar é mais lucrativo e destruir o Brasil é a meta desses quadrilheiros ideológicos. Os chineses estão interessados em investir em logística e acabar com o problema brasileiro, se beneficiando com mais eficiência dos exportadores, já que a China é o grande cliente dos produtores brasileiros.

 

Quando esse problema deixar de existir, já sei que aparecerão alguns idiotas dizendo que o Brasil está se vendendo para a China.

Me antecipo com estes dados, para não ter que mandar esses ignorantes para aquele lugar.

 

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