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Re-União 2017

Cinema - Crítica do filme – Bright

December 29, 2017

 

Bright é um filme de 2017, que logo após lançado em 22 de dezembro, já ganhou notoriedade. Nesta primeira semana, por estar no Netflix e na propaganda constante no Youtube, se tornou assunto nas redes sociais.

 

O enredo trata de uma aventura num mundo muito próximo do real com a inserção dos personagens da literatura fantástica: orcs, fadas, elfos e centauros. Dois policiais, Daryl Ward um humano e Nick Jakoby um desprezado orc que sofre muito com o preconceito contra os orcs, precisam salvar o mundo da vinda do “senhor das trevas“. Todos acreditam que, como os orcs possuem uma longa história de crimes e violência, o “senhor das trevas” será trazido por eles. O preconceito contra os orcs é equilibrado por uma predileção social pelos elfos, dos quais ninguém desconfia por possuírem uma história diametralmente oposta à dos orcs, são organizados e bem estabelecidos, mas entre eles, um pequeno grupo está tramando para realizar um ritual que trará o mal ao mundo, ressuscitando o “senhor das trevas“. Ward e Jakoby terão que enfrentar o preconceito e o terror dos submundos para impedir a todo custo o ritual do grupo secreto dos elfos.

 

O roteiro é bastante veloz e informativo, inserindo os personagens do mundo fantástico no real com muita competência. O problema é que a narrativa é vazia e extremamente politizada, com espantalhos contra a direta política e uma santificação da esquerda (é um lixo ideológico). Destaquei alguns pontos gritantes:

  • Simbologia islâmica em tempo integral

  • Diversidade como tema central: centauros, fadas, orcs e elfos, convivem em conflito simulando luta de classes

  • Elfos são brancos, capitalistas e malvados

  • Símbolos comunistas e islâmicos associados aos orcs

  • Defesa dos mexicanos como injustiçados que pagam por um crime histórico de forma anacrônica

  • Policiais são corruptos e “racistas” no contexto apresentado

  • Jakoby é uma espécie de muçulmano que está contra o terrorismo islâmico

  • Orcs fazem defesa do desarmamento

  • Um orc (muçulmano) ressuscita

Há algumas confusões mentais do roteiro que não poderia deixar passar:

  • Orcs (islã) associados ao “senhor das trevas“, talvez um mea-culpa inconsciente

  • O código moral que Daryl (Will Smith) segue é o cristão, seus princípios e valores são baseados na verdade

A mensagem central do filme é um manifesto contra a “estereotipação” de muçulmanos, assumindo o terrorismo dos mesmos como prática comum e a violência de suas sociedades, mas afirmando que “nem todos o são“. É o argumento da minoria pacífica defendido pelo Partido Democrata em tempo integral.

 

A fotografia é informativa e cumpre seu papel técnico. A música é misto de pop e metal onde predomina o pop. A edição é precisa e o bullet-time foi muito bem utilizado, sinérgico com a fotografia.

 

Do enredo, fizeram um excelente trabalho: Will Smith como Daryl Ward e Joel Edgerton como Nick Jakoby. Apesar de fazer muita militância e ativismo de esquerda, é inegável que Will é talentoso. Joel tem uma filmografia de 25 filmes, é expressivo e atuou muito bem. Os demais foram todos no mínimo razoáveis.

 

A direção consistiu em orquestrar um bom time, mas para um filme extremamente politizado e com referências nítidas, embora filosoficamente muito confuso, sendo generoso, para não dizer nulo.

 

A produção de Eric Newman contou com um orçamento de US$ 90 milhões, dados de retorno do investimento ainda não foram divulgados e as indicações e premiações só saberemos no ano próximo.

 

Uma nota 6,0 é generosa demais: a aventura é boa, a contextualização do universo fantástico no universo real é excelente, mas as mensagens do roteiro são estúpidas, vazias e insustentáveis. É mera panfletagem ideológica e os pontos positivos da nota são exclusivamente para a equipe técnica.

 

Trailer de Bright

 

Ficha técnica de Bright

Filme  Bright

Ano  2017

Duração  117 minutos

Produção  Eric Newman

Direção  David Ayer

Roteiro   Max Landis

Fotografia  Roman Vasyanov

Música  David Sardy

Edição  Aaron Brock, Michael Tronick

Elenco  Will Smith, Joel Edgerton, Noomi Rapace, Lucy Fry, Édgar Ramíreze, Ike Barinholtz

Orçamento  US$ 90 milhões

 

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