© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

Crítica do filme – Sherlock Holmes

January 6, 2018

 

O que acontece quando o maior detetive da história da literatura pega um caso que envolve um dos maiores mistérios da humanidade? Sherlock Holmes dispensa comentários. O personagem de Sir Arthur Conan Doyle voltou aos cinemas em 2009 para enfrentar a NOM (Nova Ordem Mundial).

 

Sherlock Holmes, com a ajuda de Watson prende Lorde Blackwood, um criminoso conhecido e em seguida vive uma vida tranquila. Watson está para se casar. Blackwood solicita a visita de Holmes e lhe faz um desafio, afirmando que este caso é sobrenatural e está fora do alcance do detetive. A mulher que meche com seu coração, Irene Adler, reaparece, bem no meio do caso para complicar a vida do detetive. Uma sociedade secreta que afirma guiar os rumos da humanidade, teme Blackwood e pede ajuda ao Sherlock. Com o destino da humanidade toda na mão, o maior detetive que o mundo já conheceu terá que solucionar um caso de eventos que se apresentam como sobrenaturais.

 

O roteiro é muito veloz e divertido. As informações todas são apresentadas de forma a compor um perfeito raciocínio investigativo e linear. Há uma série de mensagens no interior, mas a principal é que a ciência é uma ferramenta eficaz contra o charlatanismo, a outra é a força do amor, mesmo que um homem e uma mulher neguem-no ao limite. Holmes e Adler são exatamente isto, o expectador só consegue pensar: eles acabarão juntos cedo ou tarde, queiram ou não, estão condenados pelo destino a este relacionamento. Eles se afastam até de forma hostil, mas sabem que pertencem um ao outro.

 

Um ponto importante do roteiro é a abordagem das sociedades secretas: tudo remete à maçonaria, mas não como entidade e sim como referência simbólica de outras sociedades, como o atual Clube de Bilderberg.

 

A fotografia é um trabalho vintage histórico e impressionante. A música do consagrado maestro Hans Zimmer é um ponto fortíssimo com os toques de cordas sutis e inovadores que caíram como uma luva ao clima de mistério. A edição é um dos melhores trabalhos já realizados no cinema: as informações engenhosamente intercaladas entre sons e imagens, de forma veloz e com uma clareza impressionante. Este é um filme onde somados todos os aspectos técnicos, podemos afirmar: as imagens falam.

 

Do elenco, os quatro principais foram inegavelmente fantásticos: Robert Downey Jr. como Sherlock Holmes, Jude Law como Dr. John H. Watson, Rachel McAdams como Irene Adler e Mark Strong como Lorde Blackwood. Todos com personalidades fortíssimas e almas muito bem delineadas.

 

Robert Downey Jr. é o melhor ator para este tipo de papel, com traços narcisistas e muito bom humor, Tony Stark é exatamente isto nos filmes da Marvel Studios, as personalidades de Holmes e Stark são indiscerníveis. Jude Law encontrou com Downey uma sinergia tal que pareciam irmãos de sangue. Rachel é forte e sensual, uma indiscutível femme fatale. Mark Strong é forte até no nome, o tempo todo pensei que ele daria um excelente Conde Drácula a qualquer momento.

 

A direção de Guy Ritchie repaginou Holmes, que nos livros de Doyle era mais maduro e parecido com um catedrático. Aqui ele é um homem imaturo, aventureiro e quase um gênio. As mensagens do roteiro foram trabalhadas com nitidez e sucesso mediante a orquestra desta equipe técnica e artística maravilhosa.

 

A produção contou com um orçamento relativamente baixo de US$ 90 milhões e alcançou uma notável bilheteria de US$ 524 milhões. O filme foi indicado para 39 prêmios, dos quais ganhou 10. Entre as indicações, 2 foram para o Oscar, que infelizmente não ganhou. Entre os prêmios um Globo de Ouro (merecido) para a atuação de Robert Downey Jr.

 

Não há para este filme, uma nota menor que 10,0.

 

Trailer de Sherlock Holmes

 

Ficha técnica de Sherlock Holmes

Ano  2009

Duração  128 minutos

Produção  Joel Silver, Lionel Wigram, Susan Downey, Dan Lin

Direção  Guy Ritchie

Roteiro  Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg, Lionel Wigram  Arthur Conan Doyle (personagens)

Fotografia  Philippe Rousselot

Música  Hans Zimmer

Edição  James Herbert

Elenco  Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong

Orçamento / ReceitaUS$ 90 milhões / US$ 524.028.679

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Cracolândia em guerra

January 17, 2020

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square