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Re-União 2017

País maldito.

January 15, 2018

 

 

Vivemos num pinico. Mais ou menos igual como quando eu era criança, em Araraquara. A família tinha ficado pobre. É que meu avô tinha matado o irmão dele com um tiro no rosto, no escritório da Light onde eles trabalhavam - assim jogando a família no buraco. Deu legítima defesa, mas o velho nunca mais se levantou. Ele mijava à noite num urinol, que depois era empurrado para baixo da cama patente.  

 

De manhã eu, curioso, ia contar quantas pulgas estavam lá se debatendo, nadando dentro daquele oceano de mijo. As pulgas caiam do colchão porque dele subia um intoxicante vapor de amônia. Mau gosto eu contar essas coisas antigas? E trágicas? Pode ser. Mas no Brasil, reconheçamos, estamos que nem as pulgas que não sobreviviam por muito tempo. 

 

Na melhor das hipóteses, seremos jogados no vaso sanitário depois de puxada energicamente a correntinha da descarga. Nosso destino? Talvez o mesmo. Honestamente, será que como povo, no geral, estamos melhor do que naquele tempo? O Brasil evoluiu para quem? 

Se estivéssemos OK, o lula não teria tantos votos. Mas ele continua se arrastando, no meio do esgoto da justiça pequena e corrompida por advogados espertos. Levando o país junto.

 

A violência está absurda, o IML sempre lotado. E justo neste dia de hoje,

subrepiticiamente, escondidinho, está-se votando quem vai ganhar a concorrência pelas urnas eletrônicas. Nem precisavam votar, senhores, todos sabemos: serão as urnas Smartmatic, venezuelano-cubanas. 

Enquanto isso o STF continua divagando, flauteando (flatulando?...) interminavelmente, sem prender nenhum grande corrupto, favorecendo seus patrocinadores. Nem sabemos em quem poderemos votar, nem como, nem quando. 

 

O presidente Temer tem câncer na próstata. O general Villas Boas, chefe das Forças Armadas, sofre de um mal irreversível, que exigiria dele a aposentadoria. Que ele não quer. E enquanto isso o país despenca de crise em crise, todas graves. Os sintomas de nossa doença estão aí, nem precisa de médico ou tomografia para provar que estamos muito mal.

 

Já se fala em guerra civil. Não, por enquanto, por razões de enfrentamento político. Mas pela criminalidade, pelas drogas e pela miséria. O Brasil está jogado na fila de um hospital do SUS. Consultas?... só em outubro.

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