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Re-União 2017

Holocausto.

January 28, 2018

 

Alguns invernos atrás, visitei na Polônia, o campo de concentração Auschwitz-Birkenau. Não poderia descrever com exatidão a sensação de estar num local como aquele, pois é indescritível. Sabemos exatamente o que lá se passou, conhecemos as atrocidades do nacional-socialismo alemão, mas mesmo assim, narrar os sentimentos e as sensações que vivenciei naquele macabro abatedouro humano é impossível: uma mistura de revolta e da mais absoluta impotência. Tudo cheirava a morte. A dor dos inocentes judeus transluzia a cada passo dado.

Passados mais de 70 anos que libertaram os inocentes que lá estavam. Testemunhas-vítimas das perversidades que um regime totalitário é capaz de fazer.

 

No dia 27 de janeiro, comemora-se a liberdade juntamente com aqueles que sobreviveram aos inenarráveis horrores do nazismo.

Nunca é demais relembrarmos ao mundo a ocorrência do terrível Holocausto e não deixarmos que as sombras dele se espalhem, ou que ele se repita com outras nomenclaturas, visando o extermínio humano e da liberdade, para o estabelecimento do populismo através de doutrinas autoritárias nefastas e altamente deletérias, a exemplo do nazismo e do comunismo - que hoje galopa sem ser incomodado.

 

Pois bem, prestem atenção no nome oficial do nazismo: Nacional-Socialismo.

 

Esse modelo político encontra várias semelhanças com sistemas atuais de governo, sobretudo, na decadente e retrógada América Latina, que movida por seus loucos ditadores corruptos vêm implementando - passo a passo- um dos piores regimes que se têm notícia no pós-guerra.

 

Pois muito bem, como curiosa que sou, já andei lendo alguns livros sobre o tema e ainda relendo alguns discursos dos líderes do nazismo na Alemanha. O que me assusta sempre é perceber uma enorme semelhança entre o discurso de outrora e a argumentação atual dos patifes latino-americanos. O populismo exacerbado, a culpa de determinada classe ( que substitui a raça ), perseguição religiosa e muitas outras funestas similitudes. Note-se que até o nome é o mesmo: socialismo.

 

Espero que o mundo abra os olhos para esse continente tão distante da área em que se situa Auschwitz-Birkenau, e que vem adotando inequivocamente posturas à margem da lei, separatistas, e, portanto, inaceitáveis àqueles que lutam pela democracia e não aceitam regimes totalitários como forma de governo.

É com muita preocupação e medo que olho para o continente latino-americano sabendo que lá estão dizimando populações inteiras. Como é o caso da Venezuela onde centenas de milhares de pessoas estão morrendo de fome, por culpa exclusiva de um regime ditatorial. Tudo isso é observado como ’normalidade' e sob o simulacro da legalidade.

 

Cabe a todos nós não deixarmos que o Holocausto caia no esquecimento ou que seja banalizado. Um regime como o de Hitler sempre será uma ameaça para a humanidade.

Ele não pode se repetir.

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