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Re-União 2017

Carnavalização

February 6, 2018

 

 

Na terra brasilis, país atolado até o pescoço na maior crise moral de sua história, o carnaval chegou.

Apesar de tudo, todos os anos o pais vira 'de primeiro mundo' e resolve torrar duas, três semanas na folia.

Afinal, ninguém é de ferro, não é mesmo?

 

Como sempre, milhões de pessoas se atiram às ruas, nos chamados blocos, dispostos a soltar a franga.

Em São Paulo, comenta-se, já saíram nas ruas mais de 3 milhões de pessoas. Isso só no pré carnaval.

Pessoas normalmente muito atarefadas, atarefadas demais durante o ano para se preocupar com o país.

Entende-se.

Diversão é diversão, e negócios chatos á parte.

Quem liga?

Verdade que a tal diversão inclui muito álcool, drogas, sex and rock'n roll, muito diferente do carnaval das antigas, antes da Globo tomar posse da festança.

Festança que, não se entende muito bem, é patrimônio cultural do país dos bananas, agora fantasiados.

Herança indígena é que não é.

 

Mas nem tudo é diversão, e nem poderia ser, no país dos tiroteios da cidade maravilhosa ou da violência das ruas de São Paulo.

Só em São Paulo já se incluiu no roteiro da folia tiroteios com mortes em posto de gasolina, um rapaz eletrocutado por uma camera de segurança da prefeitura, e sabe-se o que mais...

Quem liga?

No Rio, turistas alegres apinham as ruas e os hotéis, prontos para serem abatidos alegremente pela bandidagem.

No resto do Brasil, a mesma coisa. É tempo de ser feliz.

 

É tempo também para a bandidagem de Brasília, aquela de terno e gravata, se organizar, enquanto o povaréu samba.

Para eles, o carnaval é estratégico.

O STF, por exemplo, vai aproveitar, sendo exemplo de imoralidade e privilégios, para garantir o meio bilhão de reais que gasta por ano para manter onze ministros corruptos.

E outras coisitas, detalhes: 2500 funcionários, auxílio moradia, mais os 12 milhões em alimentação anuais, mais os 87 veículos à disposição, etc...

Isso só para o STF.

O carnaval da quadrilha dura o ano todo.

 

O povaréu, devidamente carnavalizado, vai dançando.

E dançando, vai sendo usado.

Porque é esperto, muito esperto.

 

 

 

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