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Re-União 2017

Fumaça na intervenção

February 17, 2018

 

 

 

Ao decretar solenemente a intervenção militar no Rio de Janeiro, Michel Temer parece ter descoberto a pólvora ou algo que o valha.
Temer, sempre perspicaz, descobriu que há violência no Rio.
Isso depois do carnaval, naturalmente.
Tivesse agido assim antes do carnaval, teria prejudicado os negócios dos amici, e impedido a vinda dos gringos para serem tungados, estuprados e abatidos na cidade maravilhosa.


Durante os dias de carnaval, houve em média 3 ocorrências violentas por hora na cidade envolvendo os alegres turistas.
Fora a violência normal, à qual os cariocas já estão acostumados.

Tão acostumados que foi criado um aplicativo chamado 'onde tem tiroteio', para que o cidadão soubesse as regiões que deveria evitar e onde poderia se divertir sem correr o risco de levar bala ou ser espancado.

Qualquer criança já sabia, antes do carnaval, no que ia dar.
E deu.


Mas Temer, atônito e surpreso, só descobriu agora que o Rio está falido não só financeiramente, mas dominado também pela bandidagem.
E declarou com empáfia: 'Começamos uma batalha em que o único caminho será o sucesso'.
Começamos, Michel?
Temer parece desconhecer que o caso da bandidagem e violência no Rio dura décadas, e conta com a parceria de seus colegas de política e de quadrilha.


Em abril de 2014 e junho de 2015, ao custo de 600 milhões de reais, as Forças Armadas ocuparam o Complexo da Maré.
Sem resultados significativos.
E desde 2017 dez mil homens das FA já estão no Rio, com resultados igualmente pífios.

 

Analistas com mais noção da realidade interpretam o teatro de Temer só como teatro mesmo.
Temer faz fumaça para esconder o fracasso de sua reforma da previdência, que apesar da grana gasta para comprar político acabou não dando em nada.
Para isso aproveita a lei, que reza que a reforma não poderá ser votada em tempos de intervenção.

Temer sabe conspirar, é o que tem feito a vida toda.
Mas não sabe enfrentar situações difíceis com firmeza.
Apenas enrola, substituindo -mal- como tampão, a louca Dilma, 'membra' carimbada da mesma gangue.

Enquanto Pezão vira bibelô e Temer faz teatro, o incompetente e irresponsável Crivella posta nas redes que está 'frio pra chuchu na Suiça', 'desmascarado em sua viagem de negócios'.

No Rio e no Brasil, não serão apenas balas contra bandidagem de morro que resolverão o problema.


O buraco é bem mais embaixo.
É preciso mudar o endereço delas, ampliar seu alcance.

E mirar em Brasília.

 

 

 

 

 

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