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Re-União 2017

Operação espanta barata

February 18, 2018

 

 

O que todo brasileiro -especialmente os cariocas- gostariam de ver; um Rio de Janeiro dedetizado dos vermes da criminalidade infelizmente parece estar longe, muito longe de acontecer.

Fatos: desde 1992, foram realizadas intervenções militares no Rio de Janeiro. como as da Rocinha, Salgueiro e favela da Maré.

 

Milhões foram gastos nessas operações (na Maré, fala-se de algo em torno de 300 milhões) mas não se sabe ao certo os valores ou os resultados.

Por uma razão simples: o governo federal jamais prestou contas à sociedade.

E nem prestará.

Isso fica claro quando se observa que o Ministério Público intimou, há quase dois anos, o governo do Rio a apresentar um ajustamento de conduta, uma espécie de plano para combater a espantosa criminalidade que se alastra e domina o Rio.

Esse plano nunca foi apresentado.

 

Hoje, quando teatralmente Temer anuncia mais do mesmo, autorizando o exército a subir o morro, na chamada operação cabrito, ignora a falta de integração entre as polícias e ignora igualmente que toda a população do Rio sabe que isso não acabará com a bandidagem, como as anteriores não acabaram. E nem a diminuirá.

A diferença é que Pezão, suposto governador, já não tem o controle da segurança.

Como nunca teve, aliás.

Pezão, agora bibelô, não abriu mão da governabilidade, apenas a transferiu.

O crime organizado no Rio funciona bem, através das unidades de comando do PCC.

Mas jamais prosperaria como prosperou não fosse a evidente parceria com a política, que usa a grana do crime para abastecer o caixa dois e assim permanecer no poder.

 

Por menos que queiram os peneirantes -aqueles que adoram tapar o sol com uma peneira gasta- Michel Temer é uma tragédia como presidente.

Com certa aprovação no início de seu governo -a esperança brasileira realmente é a ultima que morre mesmo- ele não foi capaz de, durante mais de um ano de governo, mostrar algo a mais do que a realidade explícita das eleições de 2014.

Lembrando: Temer, parceiro e cúmplice do PT durante anos -junto com seu partido- foi eleito pelos eleitores de Dilma.

Esse é o fato e ponto.

É cria desse processo, e não conseguiu, nem manipulando tudo o que pôde, mudar isso.

É parceiro e é conivente. Os interesses são os mesmos.

Os cabeças de bagre que acreditam em milagres e negam a realidade simples podem espernear a vontade, esbravejar por aí, mas não conseguirão mudar esse fato.

A eles, bastará observar o Rio, e o Brasil.

 

Não há solução simplista para erradicar a quadrilha de canalhas que assola a terra brasilis.

Achar que ameaçar meter bala em todo mundo vai resolver é sonho.

Mesmo porque ninguém vai meter bala em ninguém.

É só teatro mesmo.

Não se mete bala em parceiro.

 

 

 

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