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Re-União 2017

O país de todos os povos

February 23, 2018

 

 

Meu avô, italiano de sobrenome Princi, era um dos soldados italianos lutando na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha, a partir de 1915, quando a Itália abandonou a aliança com os alemães.

No final da guerra, capturado e feito prisioneiro, viveu 5 meses num dos campos de concentração alemães.

Lembro de ouvir, ainda menino, suas histórias do sofrimento e das agruras da guerra.

Histórias como a de ter que trabalhar em campos de neve com os pés enrolados em jornal para evitar a hipotermia, ou de ter sido espancado por roubar um pedaço de pão, morto de fome.

A fome, nos campos da Albânia, onde ele se encontrava preso, era uma tragédia e matava os prisioneiros implacavelmente.

 

Acabada a guerra, e com a ameaça do fascismo que se alastrava pela Itália devastada, veio para o Brasil com seus irmãos.

Aqui, aos poucos, foi ganhando amigos.

Amigos judeus, libaneses, árabes, negros...que, em todos os natais, se reuniam ao seu lado para beber vinho e contar histórias.

Eu, pequeno, ouvia fascinado e jamais esqueci aquelas histórias de um mundo que não conhecia.

 

Seu melhor amigo, ironicamente, era um alemão alto, de nome Adolph Poffe (não sei se a grafia do sobrenome é essa mesmo).

Foram amigos até o fim de suas vidas, nos bons e maus momentos, juntos como amigos devem ser.

 

Hoje, quando tristemente observo a reação de xenofobia, burra e preconceituosa em relação aos venezuelanos que tentam entrar no Brasil fugindo da fome e da miséria causadas pelo socialismo do narcotraficante Maduro, me pergunto o que mudou.

Me pergunto o que transformou nosso país, que deu ao mundo uma lição de solidariedade e convivência entre tantas raças, nesse outro intolerante que alguns, racistas e preconceituosos, querem por força que exista.

 

Mas a vocação brasileira pela solidariedade é antiga e forte.

Não mudará por força da insanidade de socialistas que, alheios ao sofrimento causado por seus dirigentes incapazes, se negam a enxergar a realidade mais evidente, que o resto do mundo vê de forma bem clara.

 

Trump, presidente americano, defende que toda nação, desde que tenha condições para isso, acolha os imigrantes que nela querem trabalhar e construir uma vida melhor, mas com um controle rígido de fronteiras.

É o óbvio, mas o Brasil, como sempre, peca pela desorganização e falta de controle absolutos.

Usar a própria incompetência como argumento para a xenofobia é uma estupidez gigantesca. Coisa mesmo de socialistas.

 

Enfim, o que espero é que meus filhos, talvez meus netos, ainda escutem no futuro histórias como as que ouvi quando criança.

Histórias de um Brasil solidário, onde todas as raças possa viver em paz, trabalhando, longe da miséria, da guerra e da fome.

 

 

 

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