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Re-União 2017

Vivendo num mundo novo

March 10, 2018

 

Tenho considerado duas premissas importantes para “sobreviver” no Brasil de hoje – nosso amado Brasil, sim – quando estou exposto às notícias veiculadas pela nossa imprensa ideologizada.

 

A primeira, é que grupos organizados de linha esquerdista não são representativos das categorias que dizem representar. Os pretos, meus compatriotas, não são representados pelo grupos de esquerda que disseminam uma espécie nova de racismo vingativo; as mulheres não são representadas pelas falanges feministas socialistas; os homens e mulheres do passado da História do Brasil, não são representados pelos historiadores acadêmicos em sua quase totalidade comunistas mal dissimulados; o trabalhador rural, esquecido e magoado, não é representado pelo MST, linha radical da esquerda que dele se utiliza para estar na linha de frente de sua infantaria, correndo riscos… E por aí vai.

Na verdade, todas estas pequenas ou grandes organizações que se fazem atuantes como representantes de categorias sociais, formalizadas ou não, mais não são que sovietes ou coletivos representantes de si mesmas.

 

A segunda premissa, é que todas as pautas da esquerda são também pautas da direita, ou de qualquer homem ou mulher livre. A pobreza e o abandono, a ecologia, as questões específicas da mulher, o bem estar do trabalhador, a dignidade do homossexual, enfim, toda e qualquer pauta levantada pela esquerda é também pauta da direita e pauta de todos.

 

A “pegadinha do malandro” está em nos fazer pensar que tudo isso compete ao Estado e às leis para que uma solução seja encaminhada. Ficamos ALTAMENTE viciados nisso. Em relação ao que seria ideal, há um sentido invertido: a pauta, que é pauta pertinente e correta, é deturpada por uma minoria que conduz seu entendimento deturpado diretamente para a burocracia estatal parasitária para sustentar partidários e militantes.

 

Em nossa democracia hoje tão ameaçada , quem governa é a minoria.

O ideal é que a pauta parta do povo, ou de suas lideranças naturais, e que nem chegue às leis e ao Estado – se for o caso, apenas por absoluta excepcionalidade.

A grande mídia e toda a imprensa de modo geral trata as organizações minoritárias da esquerda como legítimas representantes das categorias sociais que dizem representar. E, além disso, recepciona sem qualquer filtro as pautas legítimas em sua essência, mas deturpadas hipocritamente e transformadas em mera escadinha para acesso às benesses diretas e indiretas do Estado pelos espertalhões da esquerda.

 

Decretei para mim mesmo que quero ingressar em um mundo novo.

Nesse mundo novo, as pautas não são da esquerda e nem são do Estado, são nossas, são de todos. Nesse mundo novo, os grupos fanatizados da esquerda não representam senão a si mesmos, seus ressentimentos, sua arrogância, seu autoritarismo, sua capacidade de agenciar a desgraça onde quer que compareçam com suas palavras de ordem.

 

*Rogério Silva Araújo é jornalista e autor da Editora Armada.

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