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Re-União 2017

A civilização sempre dá um jeito

March 12, 2018

Ante a proclamação de muitos a respeito do “fim da Europa”, eu penso um pouco diferente. Que governos social-democratas, quando não francamente socialistas levaram o Velho Continente à beira da ruína, degradando sua cultura milenar – particularmente sua religiosidade, católica ou protestante –, favorecendo, dentre outras desgraças, a invasão islâmica, atendendo a pressões globalistas, não é exatamente uma novidade; ocorre que creio que a civilização saberá se defender. Mudará, é certo, mas sobreviverá. 

 

Enquanto Suécia, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Bélgica e em pouco menor escala Itália e Espanha apenas começam a perceber o tamanho do bando de corvos que criaram em seus quintais, que hoje começam a arrancar seus olhos e consequentemente ensaiam movimentos de enfrentamento à invasão islâmica descarada, Polônia, Hungria, e Ucrânia fecharam suas fronteiras, e recentemente a Áustria tomou medidas mais drásticas, a própria rainha Elizabeth II se posicionou quanto ao tema (rezemos para que a Coroa não caia na cabeça gorda do filho dela!), o “Brexit” foi um ótimo sinal e agora um novo Renascimento italiano aparece com o ensaio de um “Italexit” com a bandeira altamente simbólica SPQR (Senatus Populusque Romanus) e tudo, depois das eleições da semana passada – o que indica claramente que já se preparavam para isso, e se os italianos se preparavam, porque não os demais povos?, cada vez mais gente começa a entender que o que apoiou por tanto tempo é o que pode matá-lo, e se não o matar, matará seus filhos. Entender que foi feito de trouxa dói e custa caro. Bons exemplos a serem imitados são Japão e Coreia do Sul, onde essa cultura de ódio não se cria. 

 

Creio mesmo que há de chegar o dia em que o cidadão comum, como você e eu, dará uma banana a governos que não atendem a seus interesses, prostituem e matam suas próprias culturas. Esse será o dia seguinte àquele em que perceberão que foram traídos, que os burocratas de Bruxelas (que não foram eleitos por ninguém) impõe uma ideologia nefasta a todos, que receber “refugiados” não tem nada de humanitário, tem de suicida, e que só eles mesmos podem conservar seu patrimônio histórico, moral, cultural e físico. A partir desse dia, da mesma maneira que os invasores esperaram atingir o ponto de “massa crítica” para mostrar as garras, os cidadãos começarão a se organizar para a defesa, com armas, suprimentos e em milícias, para uma “guerra de quintais”.

 

Alguns talvez se percam, muitas vidas certamente se perderão, alguns monumentos também, mas a civilização sobreviverá. Em algum momento, a Europa será forçada a relembrar-se de sua História, não por um súbito clareamento de sua percepção da realidade, não por altruísmo infantil ou coisa parecida, mas por necessidade – como tudo de importante que aconteceu na história da humanidade, aliás (como se vê em Jared Diamond, Armas, germes e aço – Os destinos das sociedades humanas. Record: Rio de Janeiro, 1997). Sairá arranhada, mas aprenderá uma lição que deverá durar mais algumas décadas, até os novos ataques de bom-mocismo pernicioso e brega (Theodore Dalrymple, Podres de mimados – As consequências do sentimentalismo tóxico. É Realizações: São Paulo, 2015) que obviamente virão. 

 

Isso não é uma espécie de “polianismo”, não vejo o mundo com lentes cor-de-rosa e não deposito minhas fichas em pessoas e muito menos em ideologias, mas na Tradição; é antes uma tentativa de enxergar o futuro com base no passado, entender que exatamente essa é a Marcha da História e usar isso para tomar providências enquanto é tempo: filtrar a entrada dessa gente, expulsar os minimamente suspeitos – aliás, expulsar todos os que chegaram há menos de cinco anos seria uma boa medida, cadastrar todos, dar liberdade à Polícia Federal de verificar o que se ensina nas mesquitas e fechá-las a qualquer incitamento a “guerra santa”, não dar a menor importância à choradeira dos justiceiros sociais e defensores de “minorias” ou abstrações mongas como “autodeterminação dos povos”.

 

E sobretudo, para isso, pressionar todas as instâncias para barrar a nova Lei de Imigração do infame Aloysio Nunes (https://www.youtube.com/watch?v=K8GLwjF76pk )

 

De qualquer maneira, que falta faz um Churchill!

 

*Márcio Scansani é editor da Armada. 

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