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Re-União 2017

Barbárie e civilização

March 15, 2018

Não se chega à barbárie de uma hora pra outra. São necessários anos, décadas, muito descaso, e muito empenho.

Marielle não foi a primeira vítima da guerra em que esta cidade se meteu e nem será a última. Ela não morreu porque era mulher, porque era negra, porque era do PSOL, por nada disso.

Marielle morreu porque estamos cercados de bandidos, porque vivemos sob a sombra de um estado governado por bandidos, porque o Rio de Janeiro só elegeu bandidos nos últimos anos, e o resto do país não fez muito diferente.

Qualquer conclusão que fuja do que está na cara, de que estamos pagando pelas nossas escolhas, é demagogia e tentativa infantil de apontar o dedo para o outro. O Rio de Janeiro não precisa de revolução, pensar assim já é começar errado, e enquanto continuarmos errando o diagnóstico não encontraremos a cura.

 

O Rio e o país, todos nós, precisamos de união e cabeça fria, porque só se elimina barbárie com civilização, não com mais barbárie. Porém, pelo andar da discussão, acho que não sairemos do lugar novamente. Já li tanto absurdo na minha timeline, tanta indignação barata, tanta politização imbecil, tanto raciocínio torto, tanta falta de informação, tanta forçação de barra para encaixarem a realidade em um discurso – de ambos os lados – que qualquer esperança de que isso um dia melhore vai pro ralo.

 

Que a única saída para o Rio parece ser o aeroporto do Galeão, quase ninguém duvida. A questão hoje é se sobreviveremos à Linha Vermelha.

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